SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Internações e Óbitos no Município de São Paulo por Flutter e Fibrilação Atrial em 2020 de acordo com sexo, idade e raça/cor

Karla Cardoso de Souza, Gabriela Cerqueira Cézar de Jesus, Camila Requia Silva, Júlia Gazotto Rodrigues da Silva
Faculdade de Medicina Santo Amaro - São Paulo - São Paulo - Brasil

 

 

Introdução: A Fibrilação Atrial (FA) é uma arritmia supraventricular gerada por alterações eletrofisiológicas, levando a batimentos atriais desordenados com frequências superiores a 350 bpm. Já o flutter atrial é uma arritmia organizada e regular, sendo uma taquicardia supraventricular muito frequente e facilmente encontrada em portadores de FA, pois ambas são favorecidas por átrios dilatados. De acordo com o banco de dados Global Health Data Exchange (GHDx), durante o ano de 2017, foram registrados 3.046 novos casos de FA em todo o mundo e a sua prevalência mundial é de 37.574 milhões de casos, com o aumento de 33% nos últimos 20 anos. Os dados apontam ainda que há uma tendência de aumento do número de casos à medida que a população envelhece. Metodologia: O estudo elaborado trata-se de uma análise epidemiológica, descritiva, transversal e retrospectiva. Os conceitos expostos foram coletados do banco informativo de saúde do DATASUS (TABNET) do ano de 2020, referente ao Município de São Paulo. As variáveis utilizadas para definir a taxa de internação e mortalidade por flutter e FA foram sexo, idade e raça/cor. Resultados: Em 2020 foram observados, no município de São Paulo, 1.579.579,44 internações e 290 óbitos por flutter e FA.Sendo que 550.319,35 (34,83%) internações foram do sexo feminino e 1.029.260,09 (65,16%) do sexo masculino; 176 (60,68%) óbitos foram do sexo feminino e 114 (39,31%) do sexo masculino; 284 (97,93%) óbitos de indivíduos acima de 50 anos. Dos 290 óbitos por Flutter e FA, 203 (70%) eram pacientes de cor branca, 18 (6,20%) cor preta, 5 (1,72%) de cor amarela, 55 (18,96%) de cor parda.Com relação a internação, dos 1.579.579,44 casos, 1.161.207,89 (73,51%) são pacientes de cor branca, 84.228,42 (5,33%) de cor preta, 225.373,29 (14,26%) de cor parda, 11.262,12 (0,71%) cor amarela. Conclusão: A incidência do FA e flutter se mostrou maior em pacientes do sexo masculino, sendo as mulheres menos acometidas. Entretanto, a maior porcentagem de óbitos encontra-se no sexo feminino. Ademais, a idade tem substancial importância em relação aos óbitos, isto é, o envelhecimento dificulta as condições do corpo em resistir aos efeitos causados por essas doenças. Já considerando a raça/cor, é visto que o óbito e internação por FA e flutter é predominante em pessoas de cor branca, sendo o óbito e internação menos prevalente em pacientes de cor parda e cor amarela respectivamente. 

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021