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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Análise simbólica univariada do controle autonômico cardiovascular em resposta a mudança postural, durante o processo de envelhecimento.

Signini, Étore F., Milan-Mattos, Juliana C., Rehder, Patrícia S., Abreu, Raphael M., Silva, Claudio D., Minatel, Vinicius, Pantoni, Camila B. F., Galdino, Gabriela A. M., Catai, Aparecida M.
Universidade Federal de São Carlos - São Carlos - São Paulo - Brasil

Introdução: O comprometimento do controle autonômico cardíaco durante o processo de envelhecimento está bem estabelecido, entretanto, a influência desse processo sobre o controle autonômico cardiovascular por meio de análises não lineares ainda é pouco explorada. O objetivo foi verificar o efeito do envelhecimento sobre as variabilidades da frequência cardíaca e da pressão arterial em resposta a manobra postural ativa, utilizando a análise simbólica univariada (ASU). Métodos: 168 homens aparentemente saudáveis de 20 a 70 anos foram distribuídos em 5 faixas etárias (20-29, 30-39, 40-49, 50-59, e 60-70 anos). Todos foram submetidos à coleta de dados cardiovasculares durante 15 minutos em cada condição: repouso na posição supina e na ortostática. O tacograma foi obtido por meio dos intervalos R-R do eletrocardiograma [bioamplificador (BioAmp FE132)] e o sistograma por meio da pressão arterial sistólica obtida continuamente a cada batimento cardíaco por um fotopletismógrafo de pulso periférico (Finometer Pro). Para a ASU foram utilizados os índices no variation (0V), one variation, two like variations, e two unlike variations (2UV) do tacograma e sistograma, utilizando um mesmo trecho de 256 batimentos. Foi considerada a diferença dos valores de cada índice entre a posição ortostática e a supina para cada faixa etária. Análise estatística: Foi utilizado a ANOVA one way com post hoc de Tukey ou o teste de Kruskal Wallis com comparações múltiplas de acordo com a distribuição dos dados, com p<0,05. Resultados: Com o avançar da idade foi observada redução progressiva das respostas a manobra postural, nos valores dos índices relacionados à modulação simpática (0V) e parassimpática (2UV) no tacograma, com inflexão significante na quinta década de vida. As alterações observadas nos índices provenientes do sistograma não foram significativas. Conclusão: A ASU evidenciou redução significante e progressiva da modulação autonômica simpática cardíaca frente a mudança postural com o avançar da idade. Os achados indicam que essa forma de análise foi sensível em identificar o impacto do processo de envelhecimento nas adaptações da modulação autonômica simpática cardíaca à mudança postural. Apoio financeiro: FAPESP (2018/25082-3, 2016/22215-7, 2010/52070-4), CNPQ (131445/2017-0), e CAPES (23028.007721/2013-41 e Código de Financiamento 001). 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021