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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Influência da Visita Domiciliar Periódica por Enfermeira a Pacientes com Insuficiência Cardíaca na Reinternação Hospitalar e Qualidade de Vida

Regina Célia Coneglian, Katashi Okoshi, João Carlos Hueb, Meliza Goi Roscani
Faculdade de Medicina de Botucatu - Botucatu - SP - Brasil, Universidade Estadual Paulista - Botucatu - SP - Brasil

Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) é um problema de saúde pública mundial. O tratamento inclui várias classes de fármacos, dentre elas os diuréticos que reduzem os sintomas congestivos. O tratamento não farmacológico pode incluir visitas domiciliares por enfermeiros, permitindo amplo conhecimento da situação do indivíduo e adequação das orientações que otimizem a eficácia do arsenal terapêutico. O objetivo do estudo foi avaliar a influência do acompanhamento periódico domiciliar de pacientes com IC por uma enfermeira, após a alta hospitalar, com possibilidade de intervenção na dose de diurético, sobre a reinternação, capacidade funcional e qualidade de vida.

Métodos: Foram randomizados pacientes diagnosticados com IC em grupo assistido (GA) e grupo controle (GC) e incluídos no estudo no dia da alta hospitalar. Foram programadas 12 visitas domiciliares mensais e cedidas balanças para pesagem diária. Foram avaliados os sinais vitais, saturação de O2 e escore clínico de congestão. Foi enfatizada a importância da restrição de sal e líquidos, do controle de peso e observação de sinais de congestão. No GA, os pacientes foram orientados a adicionar 20 ou 40 mg de furosemida à dose de furosemida previamente prescrita, quando ocorria aumento de peso de 1 a 2 kg, por 3 a 5 dias. Após esse período, havendo melhora, o paciente voltava para a dose anterior. Em caso de piora, a orientação foi de procurar o serviço de saúde. Nas primeira e última visitas foram aplicados o questionário SF-36 de avaliação da qualidade de vida e a Classificação Funcional da New York Heart Association (CF-NYHA).

Resultados: O estudo contou com a participação de 33 pacientes (GA=17, GC=16), a maioria acima de 50 anos e hipertensos. Do total de 11 óbitos, 6 foram do GA, sendo que 4 morreram por IC aguda e 2 por outras causas. Dos 5 óbitos do GC, 4 morreram por IC aguda e 1 por outra causa. Houve 62% de reinternações do GC contra 38% do GA (p=0,15). Houve melhora da CF-NYHA entre a primeira e última visita na maioria dos pacientes do GA (p=0,01). No GC, houve melhora sem significância estatística (p=0,13). Em relação à qualidade de vida, houve melhora significativa na maioria dos domínios e escore, nos dois grupos. No domínio estado geral de saúde, houve melhora no GA e não diferiu no GC.

Conclusão: O acompanhamento domiciliar por enfermeira melhora o estado geral de saúde e a CF-NYHA do grupo assistido. Em ambos os grupos, há melhora na maioria de outros domínios do SF-36, exceto dor e aspectos sociais. Não houve diferença nas taxas de reinternação e de mortalidade.

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10 à 12 de junho de 2021