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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Escore de estratificação de risco com base em preditores sociais em pacientes submetidos ao implante de cardiodesfibrilador implantável

Tainá T. Viana, Rodrigo M. V. D. Melo, Daniela N. V. D. Silva, José V. d. S. Santos, Pedro F. Soares, Luanna M. Damasceno, Maria T. C. F. Fernandes, Arthur C. Tolentino, Claudio L. S. Cunha, Luiz C. S. Passos
Hospital Ana Nery - Salvador - BA - Brasil

Introdução: O cardiodesfibrilador implantável (CDI) demonstrou eficácia na redução da mortalidade cardiovascular em pacientes portadores de cardiomiopatia em prevenção primária e secundária. Contudo, por tratar-se de um procedimento invasivo e de alto custo, faz-se necessário identificar os pacientes que mais se beneficiam dessa terapia. A avaliação de uma equipe multiprofissional para candidatos a CRT pode contribuir para a melhoria dos resultados. Objetivo: Desenvolvimento de escore de risco com base em preditores sociais, em pacientes submetidos ao implante de CDI. Métodos: Coorte prospectiva realizada entre janeiro de 2017 e setembro de 2019 com pacientes submetidos ao implante de CDI em prevenção primária e secundária. Os pacientes foram avaliados antes do implante do dispositivo por uma equipe multidisciplinar que analisou quatro preditores sociais para um desfecho desfavorável (baixa adesão à medicação, presença de riscos psicossociais, baixa renda familiar e baixo nível de escolaridade). O escore social foi calculado pela soma aritmética do número de preditores presentes em cada paciente. Foi utilizado no modelo multivariado por regressão de Cox as variáveis com possível associação (p<0,1) com mortalidade em 1 ano de seguimento. Resultados: 205 pacientes foram avaliados com seguimento médio de 416,5 (± 271,6) dias. 140 (68,3%) eram do sexo masculino, idade média de 54,6 anos (± 14,6) e FEVE média de 43,8% (± 18,5). A maioria dos pacientes 160 (78,0%) foram indicados por prevenção secundária, sendo a doença de Chagas a causa mais prevalente de cardiomiopatia 113 (55,1%). A mortalidade em 1 ano foi de 32 (15,6%). Na análise multivariada, com a inclusão das variáveis, idade, prevenção secundária, doença de Chagas, FEVE < 40% e escore social, apenas a maior pontuação no escore social e a FEVE < 40% foram independentemente associados à mortalidade em 1 ano, RR: 1,5, IC 1,2-2,0; p=0,003 e RR: 4,1, IC 1,2-14,2; p=0,02, respectivamente. A mortalidade aumentou significativamente à medida que a pontuação no escore social aumentou: 6,0% para uma pontuação de 0, 7,5% para 1 ponto; 21,7% para 2 pontos; 25,0% para 3 pontos e 29,0% para 4 pontos; p=0,006, Log-Rank. Conclusão: O escore social pode representar uma ferramenta simples de prognóstico que pode ser empregada em candidatos a CDI. Uma equipe multiprofissional para avaliar pacientes candidatos à CDI pode ajudar a identificar corretamente os pacientes que podem se beneficiar mais da terapia.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021