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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

O valor preditivo do pico da troponina sérica para determinar a mortalidade no pós-operatório de cirurgias cardíacas

Rodrigo Morel Vieira de Melo, Tainá T. Viana, Ramana A. Rangel, Arthur C. Tolentino, José V. D. S. Santos, Pedro F. Soares, Luanna M. Damasceno, Maria T. C. F. Fernandes, Raissa B. Lima, Luiz C. S. Passos
Hospital Ana Nery - Salvador - BA - Brasil

Introdução: A elevação da troponina é um biomarcador de lesão miocárdica. No entanto, poucos estudos evidenciam a associação da troponina com a mortalidade de pacientes em pós-operatório de cirurgias cardíacas. Objetivo: Avaliar a acurácia da troponina na predição do desfecho de pacientes internados em UTI no pós-operatório de cirurgias cardíacas. Método: Estudo de coorte prospectiva que incluiu pacientes admitidos em uma UTI Cardiovascular após cirurgia cardíaca de dezembro de 2018 a maio de 2019, sendo excluídos pacientes sem registro de desfecho ou nível de troponina. As medidas séricas da troponina foram obtidas uma vez ao dia a partir da admissão. O teste de D'agostino foi usado para demonstrar a normalidade dos valores de troponina obtidos. Para avaliar a diferença da mediana e da acurácia da troponina entre aqueles que sobreviveram ou morreram, os testes de Mann-Whitney U e a Area Under Receiver Operating Characteristic Curve (AUROC) foram respectivamente utilizados. Resultados: Um total de 192 pacientes foram analisados, destes 50,5% (97) foram do sexo feminino, sendo a média de idade de 55,1 ± 14,4, com uma máxima de 81 e mínima de 19 anos. A cirurgia mais frequente foi a revascularização do miocárdio 49,4% (95). Nessa população foi observado um tempo médio de estadia na UTI de 5,3 ± 8,8 dias, a mortalidade foi de 8,33% (16), sendo as porcentagens médias estimadas pelos escores STS e EURO de 1,93 ± 1,81 e 1,89 ± 1,93, respectivamente. Comparado grupo de sobreviventes (2,9; IQ: 1,5 – 6,8), a mediana da troponina foi maior entre aqueles que foram a óbito (11,2; IQ: 4,9 – 26,4; p < 0.0001). Também, a troponina apresentou boa acurácia para determinar o desfecho da nossa população (AUROC [IC95%]: 0,81 [0,72-0,90]). Conclusão: Nessa amostra de pacientes em pós-operatório de cirurgia cardíaca a mortalidade foi subestimada pelos escores STS e EURO, enquanto o pico de troponina sérica apresentou grande capacidade de determinar a mortalidade. (de 1000 a 2500 caracteres)

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021