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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA INSUFICÊNCIA CARDÍACA NO NORDESTE EM 10 ANOS

dos Santos, J.G.C. , Carla Deborah Silva Costa de Oliveira, Gabriel Pires dos Santos Schwartz Lessa, Luana Almeida Cavalcanti, Luanna Tojal dos Anjos, Monteiro Pires Bastos Junior, Pedro Leonardo Kunty Oiticica Brandão, Sérgio Tenório de Albuquerque Filho
Centro Universitário Cesmac - Maceió - Alagoas - Brasil

Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome complexa, sendo apontada como uma das principais causas de admissão hospitalar e de morbimortalidade no mundo. Nela, o coração torna-se incapaz de bombear sangue de forma necessária aos tecidos, ou o faz, porém às custas de elevadas pressões de enchimento.  A idade mais predisponente para o aparecimento da IC é a faixa acima dos 60 anos, sendo o sexo masculino o mais acometido. Objetivo: Analisar o panorama da IC nos estados do Nordeste, correlacionando os dados obtidos ao que é descrito na literatura epidemiológica. Métodos: Foi realizada uma coleta observacional, descritiva e transversal referente aos dados da IC disponíveis no Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), no período de fevereiro de 2012 a fevereiro de 2021, acessados através do DATASUS. Resultados: No período analisado, o Nordeste apresentou 445.045 internações por IC, com o sexo masculino representando 53,8%, das quais a Bahia foi o estado com o maior número de internados: 145.073, correspondente a 32,6% e a faixa de idade entre 70 e 79 anos representando a maior fatia dos casos (26,6%). O número absoluto de mortes foi de 45.361, o equivalente a 10,2% dos pacientes internados. O estado com maior número de óbitos nos 10 anos analisados foi também a Bahia (32,1%), seguido por Pernambuco (17,5%) e pelo Ceará (13,8%), sendo o ano de 2016 o que apresentou o maior número de óbitos no intervalo analisado, 5.338 ao total. A taxa de mortalidade para o Nordeste no período correspondeu a 10,19, sendo Sergipe o estado a liderar essa variável, com uma taxa de 16,89.  Com relação ao sexo, cor/raça, o número absoluto de óbitos teve como maioria uma composição de homens (51,5%) pardos (44,2%). Já a taxa de mortalidade foi maior em indígenas (10,85) e mulheres (10,69). A faixa etária que apresentou maior taxa de mortalidade (14,84) correspondeu a indivíduos com 80 anos ou mais. Conclusões: A incidência e o número de internações no Sistema Único de Saúde por descompensações causadas pela IC têm aumentado nos últimos anos, o que torna essa síndrome um importante problema de saúde pública. Com uma prevalência na população idosa, cria-se a necessidade de melhores tratamentos e atenção aos grupos de risco, objetivando diminuição no número de readmissões, mortalidade, e de maneira geral, os prejuízos gerados por essa síndrome. 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021