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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Associação entre o pico médio de troponina e o tipo de cirurgia cardíaca em um hospital referência público na Bahia

Rodrigo Morel Vieira de Melo, Tainá T. Viana, Diogo F. C. D. Azevedo, Luanna M. Damasceno, Maria T. C. F. Fernandes, Arthur C. Tolentino, José V. D. S. Santos, Pedro F. Soares, Clara S. Figueiredo, Luiz C. S. Passos
Hospital Ana Nery - Salvador - BA - Brasil

 

Introdução:

Atualmente, estudos já mostram forte associação entre picos de troponina e pacientes no pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio, atrelando-os a piores desfechos. No entanto, a associação com a elevação da troponina e pacientes no pós-operatório de cirurgia de valva é desconhecida.

 

 

Métodos:

 

Foi realizada uma coleta prospectiva de todos os pacientes adultos consecutivos submetidos à cirurgia cardíaca entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2021 em um Hospital do Sistema Único de Saúde do Brasil. A variável de desfecho foi óbito em 30 dias. O pico de troponina I (valor normal <0,034 ng / dL) foi medido em menos de 24 horas de pós-operatório. Os tipos de cirurgia foram padronizados em: Revascularização Miocárdica (RM), Troca Valvar (TV), RM + TV, Cirurgia de Aorta e Correção de cardiopatias congênitas. Foi realizado o teste ANOVA para comparar as médias de pico de troponina entre os grupos. Foi utilizado o teste post hoc de Bonferroni para a comparação individual do grupo de RM com os demais grupos. Foram considerados estatisticamente significantes valores de P < 0,05.

Resultados:

Um total de 1261 pacientes foram selecionados, com uma média de idade de 53,8 (± 14,1), de fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 57,2% (± 12,8) e mortalidade predita pelo EuroSCORE II de 1,9 (± 2.0), dos quais 664 (52,7%) eram do sexo masculino. Foi realizada cirurgia de TV em 577 (45,8%) pacientes; 538 (42,7%) realizaram RM; 46 (3,6%) realizaram RM e TV; 53 (4,2%) realizaram cirurgia de aorta e 47 (3,7%) realizaram correção de cardiopatias congênitas. A mortalidade geral em 30 dias foi de 75 (6,6%). Na análise ANOVA, a média do pico de troponina I em 24h foi maior dentre os pacientes submetidos a RM e TV combinados (12,1 ng/mL, IC 95% 7,3 - 16,9), seguidos pelos que realizaram cirurgia de aorta (8,8 ng/mL, IC 95% 5,4 - 12,2), TV (8,3 ng/mL, IC 95% 7,5 - 9,2), correção de cardiopatias congênitas (6,1 ng/mL, IC 95% 3,2 - 9,0) e RM (5,2 ng/mL, IC 95% 4,4 - 6,0; p<0,001). Na análise post hoc de Bonferroni, a diferença do pico de troponina I foi estatisticamente significante entre os pacientes RM e os RM e TV combinados ou somente TV (p<0,001 em ambos os casos).

 

Conclusão:

 

Portanto, observa-se associação entre o pico de troponina também no pós-operatório de pacientes submetidos à cirurgia valvar, correlação significativamente importante principalmente quando procedimento combinado à cirurgia de revascularização miocárdica. Estudos posteriores são necessários para avaliar se a relação com piores desfechos se mantém nestes pacientes.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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