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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

O emprego do Protocolo Tavi Zero Contraste para pacientes com disfunção renal e Estenose Aórtica Grave

Filippe Barcellos Filippini, Gabriel Kanhouche, ‪Pedro Felipe Gomes Nicz, Antonio Fernando Diniz Freire, Henrique Barbosa Ribeiro, Marcelo Luiz Campos Vieira, Tarso Augusto Duenhas Accorsi, Flávio Tarasoutchi, Alexandre Abizaid, Fábio Sandoli de Brito Junior
HOSPITAL DO CORAÇÃO - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: Aproximadamente ⅔ dos candidatos ao TAVI possuem algum grau de disfunção renal e o uso de contraste iodado na avaliação pré e peri-intervenção pode agravar este quadro, com impacto prognóstico. Relatamos um caso de TAVI, no qual foi empregado o protocolo Zero Contraste.

RELATO DE CASO: Mulher, 77 anos, diabética, coronariopatia prévia com implante de stent e disfunção renal (estágio 3a), tendo clearance de creatinina de 45 ml/min/1.73m2. Apresentava dispneia classe funcional 3, com piora progressiva nos últimos meses. O Ecocardiograma demonstrou estenose aórtica importante com gradiente médio: 47mmHg, área valvar: 0.8cm2 e fração de ejeção: 65%. Com estes dados, após avaliação pelo Heart Team, foi incluída no protocolo TAVI Zero Contrate. Assim sendo, a avaliação dos sítios vasculares foi realizada por meio da angiografia com dióxido de carbono (CO2) com múltiplas injeções de 40 a 50ml de CO2, sendo o diâmetro mínimo de artéria femoral direita (AFD) de 6.6mm, com pequena quantidade de cálcio em seu trajeto (Imagem 1). Na sequência, avaliaram-se o anel aórtico e a junção sinotubular com emprego da angiotomografia (AngioTC) sem contraste (Imagem 2). Dessa forma, decidiu-se pela realização de TAVI com prótese auto-expansível Evolut R número 26mm, seguido de pós-dilatação com balão 22 x 40 mm, obtendo-se sucesso na intervenção (Imagem 3). Foram administrados apenas 24 ml de contraste iodado ao final do procedimento, de acordo com a avaliação final de segurança prevista nessa fase do protocolo. Após o implante, foi realizada angiografia com CO2 para avaliação da AFD, sem evidência de complicações (Imagem 4). A paciente recebeu alta hospitalar 3 dias após, com boa evolução clínica e melhora da função renal.

CONCLUSÃO: O caso aborda o emprego do protocolo TAVI Zero Contraste, com uso da Angiografia com CO2 e AngioTC sem contraste no contexto de disfunção renal e necessidade do TAVI. Esta alternativa tem se mostrado efetiva e benéfica, podendo ser futuramente empregada em grande escala.

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