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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ANÁLISE DOS DESFECHOS HOSPITALARES EM PACIENTES SUBMETIDOS À INTERVENÇÃO CORONARIANA PERCUTÂNEA EM LESÕES DE TRONCO NÃO PROTEGIDO

HENRIQUE LIMA GUIMARÃES, FLÁVIO PASSOS BARBOSA, DÉBORA F R ROCHA, MAURÍCIO LOPES PRUDENTE, FERNANDO H FERNANDES, ADRIANO G DE ARAÚJO, ÁLVARO DE MORAES JÚNIOR, FREDERICO L DE OLIVEIRA, GIULLIANO GARDENGHI
Hospital Encore - Aparecida de Goiania - Goias - Brasil

Introdução: Lesões significativas no tronco de coronária esquerda (TCE) são encontradas em aproximadamente 5% dos pacientes submetidos à coronariografia, sendo na maioria dos casos com envolvimento do tronco distal e multiarterial. A cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) é considerada o tratamento preferencial para lesões de TCE não protegido. No entanto, com o avanço de técnicas e a introdução dos novos stents liberadores de fármacos, a intervenção coronariana percutânea (ICP) tem sido considerada uma estratégia viável, apresentando resultados favoráveis. Objetivo: Analisar os desfechos hospitalares em pacientes com lesões de TCE não protegido submetidos à ICP. Métodos: Estudo descritivo com análise restropectiva de dados eletrônicos para identificar as características clínicas, angiográficas e os desfechos clínicos nos pacientes submetidos à ICP entre o período de dezembro de 2007 e janeiro de 2020. Resultados: Foram incluídos 103 pacientes portadores de lesões significativas de TCE não protegido, associadas ou não à outras lesões. A idade foi de 69±9 anos, 66% do sexo masculino, 88,3% eram hipertensos e 49,5% apresentavam angina estável. Em relação a fração de ejeção do ventrículo esquerdo, 87,4% dos indivíduos apresentavam-se com função ventricular normal. Lesões envolvendo a bifurcação foram identificadas em 73,8% dos pacientes, dos quais 36,9% apresentavam lesões concomitantes nos 3 grandes vasos epicárdicos. O SYNTAX score médio dessa população foi de 25,1±8,9, com predomínio do escore entre 23-32 pontos (42,7%). A técnica provisional foi utilizada em 47,4% e em 96% o fármaco eluidor do stent preferido foi o Everolimus. A média de implantes de stents por paciente foi 3,2±1,5. Foi realizado ultrassom intracoronário em 35,9%. Considerando o implante de stents no TCE, a extensão dos stents foi de 80±50mm e o diâmetro foi de 3,8±0,3mm. O sucesso angiográfico foi obtido em 100% dos casos; 12,6% evoluíram com complicações e 1,9% foram a óbito. Conclusão: A ICP tem se tornado uma opção cada vez mais frequente no tratamento das lesões de tronco não protegido, sendo demonstrada em diversos estudos a sua não-inferioridade para desfechos maiores quando comparada à CRM, a despeito de maior risco de nova intervenção a longo prazo. Para a tomada de decisão quanto ao tratamento a ser escolhido, é fundamental que se avalie a complexidade das lesões, experiência do serviço e preferência do paciente, ponderando seus riscos e benefícios.

 

 

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