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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

PREVALÊNCIA DE CONDIÇÕES FAVORÁVEIS À PREVENÇÃO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM POPULAÇÃO ATENDIDA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Samuell J. F. Barbosa, Tasso K. A. Mafra , Guilherme C. Paiva , Raimundo M. Santos, Ueslei M. Tribino, Gustavo O. Acrani, Shana G. Silva , Regina I. Kunz , Ivana L. Lindemann , Roselei Graebin
Universidade Federal da Fronteira Sul - Passo Fundo - RS - Brasil

Introdução: No Brasil, as doenças cardiovasculares (DCV) constituem a principal causa de morbimortalidade, reflexo da mudança de hábitos e da elevação da expectativa de vida, levando assim, a uma maior exposição aos seus fatores de risco. Diante disso, é necessário prevenir situações que favoreçam a ocorrência dessas doenças, tais como excesso de peso, tabagismo, etilismo e sedentarismo. Neste estudo, objetiva-se estimar a prevalência de condições favoráveis à prevenção de DCV e sua distribuição quanto ao sexo. Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado com adultos e idosos, de ambos os sexos, atendidos na Atenção Primária à Saúde (APS) de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. A coleta de dados ocorreu entre maio e agosto de 2019, por meio da aplicação de questionário padronizado. Além da caracterização da amostra, foram estimadas as prevalências de peso corporal adequado, ausência de consumo de bebida alcoólica e de tabagismo, prática de atividade física no lazer, autopercepção positiva da alimentação e ausência de dificuldade para uma alimentação saudável (intervalo de confiança de 95% - IC95) e verificada a sua distribuição conforme o sexo (teste de qui-quadrado, considerando erro α de 5%). Resultados: A amostra foi constituída de 1.443 indivíduos, maioria mulheres (71%), com idade de 18 a 29 anos (20,5%), cor da pele branca (64,8%), ensino fundamental (45,6%) e renda per capita inferior a um salário mínimo (71,2%). A prevalência do peso corporal adequado foi de 35% (IC95 33-38), sem diferença significativa entre os sexos. A prevalência da autopercepção positiva da alimentação foi de 62% (IC95 59-64), da ausência de dificuldades para alimentação saudável de 67% (IC95 64-69) e da prática de atividade física, 43% (IC95 40-45), com maior frequência no sexo masculino, sendo, respectivamente 71,1%; 77% e 50,5%; p<0,001. A prevalência do não consumo de bebidas alcoólicas foi de 71% (IC95 69-73) e da ausência de tabagismo, 82% (IC95 80-84) com maiores prevalências no sexo feminino, respectivamente 76,6%, p<0,001; 83,1%, p=0,028. Conclusões: Apesar da maior parte da amostra ter percepção positiva da sua alimentação e facilidade para mantê-la adequada, encontra-se em excesso de peso, o que pode estar atrelado ao fato de a maioria não praticar atividade física. Tais achados, assim como as diferenças específicas entre os sexos, indicam pontos fundamentais a serem abordados nas ações desenvolvidas na APS. 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021