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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Perfuração crônica de enxerto de veia safena após angioplastia

Mauricio Felippi de Sa Marchi, Carlos Magalhães Campos, Hugo Oliveira de Souza, José Rodrigues Parga, Glenda Downing Fanstone Planard, Marcelo Harada Ribeiro, Alexandre Abizaid
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução

 

A perfuração coronária durante intervenções cardíacas percutâneas (ICP) é uma complicação rara, mas potencialmente fatal. É mais frequente em ICP de enxertos de safena, e associada a um alto risco de oclusão e instabilidade hemodinâmica. Relatamos um caso de perfuração crônica de enxerto de safena.

Relato do caso

Homem de 69 anos com hipertensão, dislipidemia e doença arterial coronariana procurou o pronto-socorro de nossa instituição por quadro de angina crônica e ligeira limitação às atividades ordinárias (Angina CCS II).

Submetido a cirurgia de revascularização coronariana há 20 anos, e intervenção coronária percutânea (ICP) da artéria circunflexa com um stent convencional em 2005. Posteriormente foi submetido novamente à angioplastia, e realizado implante de stent convencional do enxerto de safena para artéria marginal em 2015. 

O eletrocardiograma inicial não mostrou sinais de isquemia aguda e os biomarcadores cardíacos foram negativos para infarto.  

A cineangiocoronografia realizada por via femoral direita demonstrou: artéria coronária direita não dominante sem lesões obstrutivas; oclusão total da artéria descendente anterior (ADA) esquerda com enxerto da artéria mamária interna para ADA pérvio; stents pérvios na artéria circunflexa e oclusão total do primeiro ramo marginal em seu leito nativo, com enxerto de veia safena para artéria marginal pérvio.

Após a primeira injeção no enxerto de safena para a artéria marginal, foi observada retenção de contraste no segmento médio da artéria (figura 1.B). As imagens foram comparadas com a angiografia realizado há 5 anos e notado o mesmo padrão (figura 1.A), sugerindo, portanto, uma perfuração crônica de Ellis I do SVG.

No dia seguinte, o paciente foi submetido à ressonância magnética cardiovascular (RMC) que não mostrou derrame pericárdico.

Tomografia de coronárias também foi realizada durante a internação, demonstrando sinais de perfuração contida no enxerto safena para artéria marginal (figura 1.C).

 

Posteriormente, o paciente recebeu alta para acompanhamento ambulatorial, com melhora dos sintomas após otimização do tratamento clínico.

Conclusão

A ICP de enxertos venosos tem alto risco de complicações, tanto durante o procedimento (como no-reflow, infarto após ICP), quanto após (como reestenose).

Do nosso conhecimento, esse é o primeiro caso relatado de uma perfuração crônica de enxerto de safena no qual a perfuração foi auto-contida, possivelmente por aderências pericárdicas.

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