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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Avaliação de insuficiência cardíaca após infarto agudo do miocárdio em pacientes tratados de acordo com a estratégia fármaco-invasiva

Balthazar, YF, Rocha, NM, Cogo, BR, Martins, JRPPR, Diotto, FM, Teixeira, PS, Pizzitola, MP, Moraes, PIM, Moises, VA, Gonçalves Junior, I
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) após infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma complicação de grande impacto em mortalidade a curto e longo prazo. Identificar os fatores associados à IC pode auxiliar no planejamento terapêutico precoce e reduzir morbimortalidade.

Objetivos: Avaliar a incidência e os fatores preditores de IC aguda após IAM com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) em pacientes tratados com estratégia fármaco-invasiva.

Métodos: Foram analisados pacientes com IAMCSST atendidos em uma rede municipal de março-2010 a setembro-2020, todos submetidos à trombólise em hospitais primários (97% tenecteplase) e transferidos ao centro terciário para realização de cateterismo cardíaco. IC no cenário agudo pós-IAM foi definida por critérios clínicos ou por fração de ejeção ≤ 40% no ecocardiograma. Variáveis numéricas foram expressas em mediana e intervalo interquartil e comparadas pelo teste de Mann-Whitney e variáveis categóricas comparadas pelo teste qui-quadrado. Um modelo de regressão logística binária foi elaborado para determinar os fatores preditores independentes de IC, referidos com respectivos odds ratio (OR) e intervalos de confiança de 95%.

Resultados: Um total de 2710 pacientes foi analisado, com idade mediana de 58 [51-66] anos, 815 (30,1%) mulheres, 837 (30,9%) diabéticos e 1632 (60,2%) hipertensos. IC pós-IAM ocorreu em 1162 (42,9%) indivíduos, foi relacionada a uma maior mortalidade (12,5% x 1,1%, p<0,01) e a um maior tempo de internação (7,7 [3-10] dias x 4,5 [2-8] dias). Na análise multivariada, as variáveis preditoras independentes de IC foram: infarto de parede anterior (OR 2,976; [1,965-4,505]), angioplastia de resgate (OR 2,745; [2,242-3,359]), IAM prévio (OR 2,266; [1,677-3,063]), maiores valores de creatinina (OR 1,868; [1,475-2,365]), diabetes mellitus (OR 1,286; [1,057-1,564]) e idade avançada (OR 1,018; [1,010-1,027]), sendo p<0,01 para todas as variáveis. Fluxo coronariano TIMI grau 3 após angioplastia mostrou-se um fator protetor independente de IC pós-IAM (OR 0,503; [0,394-0,642]; p<0,01).

Conclusão: IC aguda em pacientes com IAMCSST tratados conforme a estratégia fármaco-invasiva foi um fenômeno frequente, associando-se a maior mortalidade e a maior tempo de internação. Idade avançada, diabetes mellitus, IAM prévio, IAM de parede anterior, ausência de critérios de reperfusão pós-trombólise e aumento de creatinina foram fatores preditores de IC, enquanto fluxo coronariano TIMI 3 mostrou-se um fator protetor.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021