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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Dor torácica como manifestação de fístula coronariana.

Murillo de Melo Villen Favaro de Oliveira, Lorena Luana Batista, Giovanna Belo, Victor Rocha Pinheiro , Alex Sander Watanabe Palacio, Juan Thomaz Gabriel de Souza Ramos
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: As anormalidades nas artérias coronarianas estão presentes em aproximadamente 0,2 a 1,2 % da população geral. Dentre as anormalidades, a fístula coronariana - descrita inicialmente em 1865 via necropsias por Krause, corresponde sua principal alteração anatômica, que, apesar de rara, encontra-se presente em cerca de 0,002% da população.  A maioria dos casos tem origem congênita, representando 0,4% de todas as malformações cardíacas. No entanto, existem causas adquiridas dentre as quais destacam-se:  infarto agudo do miocárdio, cardiomiopatía hipertrófica ou dilatada, iatrogénicas secundarias a procedimentos invasivos como angioplastias, marcapasso transvenoso, biópsia miocárdica ou traumáticas. CASO CLÍNICO: Paciente do sexo feminino, 63 anos, parda, iniciou quadro de dor torácica típica, intermitente, 15 dias antes da admissão hospitalar. Inicialmente procurou atendimento ambulatorial, onde foi realizado ecocardiograma evidenciando alteração da contratilidade segmentar da parede inferior. Encaminhado então para pronto atendimento. No exame físico apenas hipertensão leve, radiografia de tórax normal e eletrocardiograma com área inativa em parede inferior.  Submetido a cineangiocoronariografia que evidenciou lesão de 90% em terço médio de artéria circunflexa - considerada como culpada – primeira e segunda diagonais de pequena importância com 90% no óstio. Encontrados fístulas coronarianas de origem na artéria descendente anterior (figura 1) e artéria coronária direita, ambas com aparente drenagem para artéria pulmonar. Considerando inviabilidade da parede inferior - acinética - , optado pela não abordagem de artéria circunflexa. No entanto, ocorre piora clínica - edema agudo de pulmão e choque cardiogênico, sendo descartado síndrome coronariana oela investigação. Realizado ecocardiograma point of care com achado de imagem compatível com aneurisma de artéria coronária direita. Paciente evolui para refratariedade de medidas clínicas, parada cardiorrespiratória e óbito. CONCLUSÃO: A maioria das fístulas coronarianas são pequenas, assintomáticas,  e indetectáveis até a realização de ecocardiograma ou arteriografia coronária, exames geralmente solicitados devido outras hipóteses diagnósticas mais prevalentes. Apesar da maioria dos casos de fístulas serem congênitas, o caso descrito demonstra um paciente no contexto de síndrome coronariana aguda com presença de placas coronarianas complexas associado à  identificação de fístulas.

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021