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10 a 12 de junho de 2021

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Resultados da cirurgia de revascularização do miocárdio com e sem circulação extracorpórea em 30 dias: uma análise pareada por escore de propensão

Rösler AM, Nextoux PR, Constantin G, Holz BS, Letti E, Lucio EA, Sales MC, Lucchese FA
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre - RS - Brasil

Introdução: Os resultados da cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) realizada com e sem o suporte de circulação extracorpórea (CEC) já foram amplamente discutidos e estudados, inclusive por meio de grandes ensaios clínicos randomizados. Apesar dos esforços, os achados ainda geram controvérsia e dúvidas sobre os desfechos alcançados pelas duas técnicas. Nosso objetivo foi comparar os resultados da CRM com e sem CEC em 30 dias por meio do pareamento por escore de propensão. Métodos: coorte prospectiva de 1.767 pacientes submetidos consecutivamente à CRM isolada entre 2013 e 2018 - dos quais 397 (24,5%) foram submetidos à CRM sem CEC e 1.370 (77,5%) à CRM com CEC. Inicialmente foi realizado pareamento por escore de propensão que extraiu 332 pares de pacientes, dando origem a dois grupos de estudo  (Com CEC vs Sem CEC) totalmente homogêneos. O pareamento pelo escore de propensão foi baseado nas probabilidades geradas por um modelo de regressão logística binária no qual o uso de CEC foi considerado a variável dependente e 14 características basais foram consideradas variáveis independentes. O plano estatístico incluiu ainda: análise descritiva de dados, análise de normalidade das variáveis quantitativas, análise estatística univariada e análise multivariada para avaliação de preditores de risco para mortalidade. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Ao analisar as características basais e operatórias nós pudemos observar que nenhuma delas apresentou diferença significativa entre os dois grupos (p>0,05). Estes resultados demonstraram o alto grau de homogeneidade alcançado pelo pareamento, o que viabilizou uma sólida base de comparação para os desfechos entre os dois grupos. Entre os 16 desfechos analisados, nenhum apresentou diferença significativa, incluindo MACCE (Sem CEC: 6,3% vs Com CEC: 7,5%; p=0,541) e mortalidade (Sem CEC: 1,5% vs Com CEC: 2,4%; p=0,401). Complementarmente, foi possível confirmar, por meio de regressão logística, que o uso de CEC não foi preditor independente para a ocorrência de óbito (OR=2.052; CI95%=0,609–6.913, p=0.246). Conclusão: Por meio do pareamento por escore de propensão, modelo que aproxima o nível de evidência de um estudo de coorte ao de um ensaio clínico randomizado, foi possível obter dois grupos de estudo bastante homogêneos e, desta forma, verificar que as incidências de desfechos nos 30 dias subsequentes à realização de CRM com ou sem CEC não apresentaram diferença significativa entre os grupos. A utilização de CEC não foi preditora de risco para a ocorrência de óbito.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021