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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Predição de risco da cirurgia de revascularização do miocárdio sem CEC: qual o melhor escore?

Rösler AM, Constantin G, Nectoux PR, Holz BS, Letti E, Sales MC, Lucchese FA
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Porto Alegre - RS - Brasil

Introdução: A predição de risco para a cirurgia cardiovascular continua sendo um desafio. Pois, os principais escores de risco cirúrgico possuem problemas para estimar a mortalidade para determinados subgrupos de pacientes. Além disso, nenhum dos escores considera o uso da circulação extracorpórea (CEC) na equação de risco. Por isso, nosso objetivo foi avaliar a acurácia preditiva dos três principais escores de risco cirúrgico em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio sem CEC. Métodos: coorte prospectiva de 397 pacientes submetidos consecutivamente à cirurgia de revascularização do miocárdio sem CEC entre janeiro de 2013 e dezembro de 2018. Além do EuroScore I, EuroScore II e STS Score, outras 28 variáveis foram analisadas. Posteriormente, foram criados três modelos de regressão logística. Cada um dos modelos continha um dos escores avaliados como variável explicativa e a variável óbito hospitalar como variável dependente. Por meio dos modelos de regressão, foi possível extrair as probabilidades de evento e analisá-las por meio de curvas ROC para apurar a acurácia preditiva de cada um dos escores. O nível de significância adotado foi de 5% e o software utilizado foi o SPSS. Resultados: Ao caracterizar a coorte, foi possível observar que a média de idade dos pacientes foi de 62 anos e 31,5% eram do sexo feminino. Comorbidades importantes como diabetes, IAM prévio, ICC Classe III ou IV, anemia e tabagismo apresentaram prevalência significativa. A taxa de mortalidade hospitalar observada foi de 1,5%, enquanto o risco estimado pelo EuroScore I foi de 3,37%, o do EuroScore II foi de 1,59% e o risco estimado pelo STS Score foi de 1,02%. Ao analisar a probabilidade de evento extraídas por meio da análise multivariada, percebeu-se que a acurácia preditiva do EuroScore I foi de 62,2%, enquanto as acurácias preditivas do EuroScore II e STS Score foram de 71,8% e 66,2%, respetivamente, evidenciando diferença estatística significativa entre as acurácias dos três escores (p<0,05). Conclusão: O modelo de predição que demonstrou melhor acurácia preditiva para pacientes submetidos à CRM sem CEC foi o EuroScore II. Os outros dois escores, EuroScore I e STS Score, apresentaram acurácia preditiva baixa para serem aplicados na prática clínico-cirúrgica de rotina sem um estudo de calibração e validação. Apesar de não ter uma ótima acurácia preditiva, o EuroScore II está em um patamar aceitável para ser utilizado na predição de risco da CRM sem CEC.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021