SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

A prevalência de óbitos por malformações congênitas cardíacas na região da Paraíba

COURA, KA, MOREIRA, BM, COSTA, BSL, Teles, Diniz, DR, LUZ, DS, JÚNIO, LCVB, SOARES, SFB
Centro Universitário de João Pessoa - João Pessoa - PB - Brasil, Faculdade Ciências Médicas - João Pessoa - PB - Brasil, Faculdade de Medicina Nova Esperança - João Pessoa - PB - Brasil

 

Introdução: As doenças cardíacas congênitas são as principais causas de óbito em países desenvolvidos, responsáveis por um quinto da mortalidade. Em 2008, corresponderam a 19% da mortalidade em menores de 1 ano, além de possuírem grande impacto na morbimortalidade de crianças e nos custos de saúde. Essas malformações podem evoluir de forma assintomática, bem como apresentar sintomas, como cianose, arritmias cardíacas, sopros, regurgitações. Algumas, caso descobertas precocemente, possuem tratamento e reduzem a mortalidade e custos aos cofres da saúde, tanto público, quanto privado. Objetivo: Quantificar a mortalidade das malformações congênitas na Paraíba, a fim de avaliar variações entre sexos e prevalência da mortalidade dessas patologias no estado da Paraíba(PB), entre os anos de 2009 a 2019. Metodologia: Estudo epidemiológico, retrospectivo, sobre os óbitos causados por malformações congênitas do aparelho cardiovascular, realizado no período 2009 a 2019, a partir da plataforma DATASUS. Foram variáveis analisadas: óbitos por ocorrência, faixa etária, sexo. Resultados e Discussão: A primeira variável a ser analisada foi o sexo, percebe-se que a porcentagem dos óbitos no sexo masculino é de 51,35% e, no feminino é de 48,64%.Observou-se111 óbitos nesse período, 2009-2019, causados por malformações congênitas do sistema cardiovascular. Recém-nascidos que faleceram na faixa de 0 a 6 dias de vida, representam 6,3%, dos quais 50% vêm a óbito antes das 24 horas de idade. Crianças portadoras de malformações em idade de 7 a 20 dias, representam 2,7%. Ao passo que, há uma prevalência da mortalidade em RN de 28 dias ao 1°. mês é de 20,72%. Seguindo a análise, em ordem decrescente de prevalência de óbitos, aos 3 meses é de 14,41%, aos 5 meses 12,61%, 2 meses 9,91%, 4 meses 8,1%, 7 meses 7,2%, 8 meses 6,3%, 9 meses 5,4%, 6 meses 2,7%, 11 meses 2,7%. O que,  implica dizer que em 7 meses a prevalência da mortalidade se reduz, e ao passo que se percebem sintomas antes do primeiro mês, há de se estudar como evitar essas mortes. Conclusão: A prevalência da mortalidade no sexo masculino é sutilmente maior em relação ao feminino. Além disso, é importante analisar que há uma grande prevalência de óbitos no primeiro mês de vida, o que recai mais uma vez sobre a vigilância precoce dos sintomas sutis de malformações cardíacas congênitas na PB.

Palavras-chave: Malformações congênitas; mortalidade; prevalência

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021