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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Tratamento não farmacológico da disfunção cardíaca induzida pela obesidade: comparação dos exercícios aeróbico e anaeróbico

Sarzi,F, Paula, B.H, Gregolin,C.S, Kano,H.T, Barbosa,G.S, Rego,R.M.P, Bazan,S.Z., Francisqueti-Ferron, F.V, Ferron,A.J.T, Côrrea,C.R.
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - - SP - BRASIL, PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PATOLOGIA - UNESP - Botucatu - SP - Brasil

Introdução:  Estudos clínicos mostram que a obesidade acarreta diversas anormalidades morfológicas, hemodinâmicas e funcionais cardíacas.Atualmente intervenções não farmacológicas como o exercício físico alcançam status de estratégia terapêutica coadjuvante no tratamento desta doença. Objetivo: Comparar os efeitos dos exercícios aeróbio e resistido sobre a disfunção cardíaca em ratos obesos. Métodos: Ratos Wistar (180g) distribuídos em 2 grupos: ração controle + água (controle, C(n=10)) ou ração rica em carboidratos simples e gordura + água de beber com sacarose à 25% (High Sugar-Fat Diet, HSF(n=30)) por 20 semanas. Após detectada a disfunção cardíaca por ecocardiograma, os animais foram redistribuídos em 4 grupos: (C, n=10), (HSF, n=10), HSF + treinamento resistido (HSF+TR, n=10) e HSF + treinamento aeróbico (HSF+TA, n=10). O TR foi realizado 5 dias/semana com 4 subidas de escada e aumento gradativo da carga, (1x50%, 1x75%, 1x90% e 1x100% da capacidade máxima), estabelecida no teste de esforço. O TA foi realizado 5 dias/semana com corrida a 80% da capacidade máxima estabelecida no teste de esforço, por 8 minutos e descanso a 20% por 2 minutos (8min-80%, 2min-20%), por 60 minutos/dia. Ao final do período experimental foram reavaliados. Os dados foram expressos em medidas de tendência e variabilidade e comparados por ANOVA One-way complementados com teste Tukey (p<0,05). CEUA: 1333/2019. Resultados: Na 20ª semana, os animais HSF apresentaram disfunção cardíaca: Fração de ejeção (C:0,95 ± 0,04 vs HSF: 0,90 ± 0,01, p<0,001), débito cardíaco (C: 93 ± 23 vs HSF: 75 ± 17, p<0,05). O treinamento físico atenuou a disfunção cardíaca: Fração de Ejeção (HSF: 0,90 ± 0,01 vs HSF+TA: 0,93 ± 0,01, p<0,001; HSF: 0,90 ± 0,0 vs HSF+TR: 0,94 ± 0,001, p<0,001), velocidade de encurtamento da parede posterior (HSF: 64 ± 5 vs HSF+TA: 74 ± 6, p<0,05; HSF:64 ± 5 vs HSF+TR: 75 ± 5, p<0,05) e E/E’(HSF: 23 ± 2 vs HSF+TA: 19 ± 4, p=0,02; HSF: 23 ± 2 vs HSF+TR: 16 ± 2, p<0,05) .Conclusão: O treinamento físico confirmou seu status de estratégia não farmacológica eficaz no tratamento da disfunção cardíaca em modelo de obesidade, no entanto, os exercícios físicos aeróbico e anaeróbico promoveram adaptações similares na função cardíaca. FAPESP: 2020/06100-0. CNPq:141000/2020-1.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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