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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Extensa dissecção aórtica aguda mimetizando síndrome de Wellens: raríssima apresentação clínica.

MARCHI DCD, OLIVEIRA MDP, LEAO CI, SA PPMD, NETO LLP, CAMPOSTRINI D, GALHARDO A, CAIXETA A
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Definida como emergência hipertensiva caracterizada pela delaminação íntimo-medial aórtica, a dissecção aórtica aguda (DAA) se relaciona a elevadas taxas de morbimortalidade, devido ao acometimento da valva aórtica e dos múltiplos ramos arteriais da aorta. Método: Revisão de prontuário eletrônico. Caso: Homem, 64 anos, de etnia asiática, portador de hipertensão arterial sistêmica (HAS) há 9 anos, com controle inadequado devido má aderência medicamentosa. Por episódio de súbita e opressiva dor retroesternal, foi admitido no setor de emergência do nosso serviço. Não houve elevação de troponina T ultrassensível mensurada 1 hora após o início da dor.  Eletrocardiograma admissional evidenciou padrão de repolarização ventricular compatível com síndrome de Wellens tipo A (Figura 1). Após dose de ataque de dupla antiagregagação plaquetária (AAS e Clopidogrel), estratificação coronariana imediata evidenciou ausência de estenoses coronarianas significativas. Aortografia evidenciou dissecção aórtica estendendo-se a partir do plano valvar à aorta abdominal com regurgitação transvalvar acentuada. Propôs-se-lhe imediata intervenção cirúrgica, realizada após angiotomografia da aorta, a qual corroborou o diagnóstico de extensa dissecção aórtica tipo Stanford A, e De-Bakey tipo 1. Após exitosa e complexa correção cirúrgica, realizada cerca de 17 horas após o início dos sintomas, o enfermo degenerou, por status de choque circulatório, a óbito, cerca de 5 horas após o término daquela. Conclusão: Classicamente imputada a estenoses acentuadas a nível proximal da ADA, a síndrome de Wellens pode, raríssimamente, se associar a dissecções aórticas agudas, mesmo sem o acometimento dos óstios coronarianos. Para tal, mormente devido às implicações da farmacoterapia antitrombótica, faz-se imperiosa alta suspeição clínica de tal diagnóstico diferencial em pacientes com dor torácica aguda.

Figura 1

 

Figura 2

 

Figura 3

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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