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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Acurácia da ultrassonografia obstétrica em detectar cardiopatias congênitas em gestantes acompanhadas em hospital universitário no interior do estado de São Paulo.

Chiquillo MPL, Tanaka SN, Castro ACAV, Roscani MG, Carvalho HT
Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU - UFSCar) - São Carlos - São Paulo - Brasil

 

Introdução: As cardiopatias congênitas são defeitos dinâmicos que se originam no embrião, evoluem na gestação, e se alteram consideravelmente durante todo o curso da vida extrauterina, representando um grupo complexo de malformações  associadas à alta morbidade e mortalidade na infância. Os avanços da ultrassonografia no campo da obstetrícia e da medicina fetal contribuíram para o aumento da detecção dessas anomalias, com grande potencial de rastreio ainda na gestação. Apesar dos estudos apontarem alta sensibilidade e especificidade da ecocardiografia fetal, esse método ainda não está disponível de forma homogênea pelo mundo, sobretudo nos países de baixa e média renda. Nosso objetivo foi avaliar a acurácia da ultrassonografia obstétrica realizada entre 18 e 22 semanas de gestação, obedecendo as diretrizes práticas da Sociedade Internacional de Ultrassonografia em Obstetrícia e Ginecologia (ISUOG), em diagnosticar cardiopatias congênitas durante a gestação. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo com análise quantitativa, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº. 4.454.362) com gestantes maiores de 18 anos, sem limite de idade, encaminhadas para realização de ecocardiografia fetal e posteriormente ecocardiograma pós-natal. Foram avaliados a probabilidade pré-teste, a sensibilidade, a especificidade, o valor preditivo positivo e negativo e a acurácia do Ultrassom morfológico em detectar cardiopatias congênitas simples e complexas, tendo como padrão outro o ecocardiograma pós-natal. Também foi calculada a razão de chances (odds ratio) com nível de significância p<0,05. Resultados: 180 gestantes já haviam sido submetidas à ultrassonografia obstétrica e preenchiam os critérios de inclusão, entretanto, apenas 44 aceitaram participar do estudo. Os resultados mostraram probabilidade pré-teste de 31,8%, sensibilidade do exame obstétrico em detectar cardiopatia congênita de 57,1%, especificidade de 93,3%,valor preditivo positivo de 80,0% e valor preditivo negativo de 82,4%. A acurácia do exame foi de 81,8%, com razão de chances de diagnóstico (odds ratio) de 18,7 [3,14-111,0; p<0,001]. Conclusão: Observa-se boa acurácia da ultrassonografia obstétrica em detectar cardiopatias congênitas considerando como padrão-ouro o ecocardiograma pós-natal. Deve ser considerado e incentivado no rastreio das cardiopatias congênitas durante a gestação.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021