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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Pseudoaneurisma de VE recidivante de etiologia traumática

Camila Anacleto Agostinho, Mariana Silveira de Alcantara Chaud, Felipe Lopes Malafaia, Marcio Campos Sampaio, Pedro Gabriel Melo de Barros e Silva, Jose Carlos Teixeira Garcia, Valter Furlan
Hospital Samaritano Paulista - São Paulo - SP - Brasil

Pseudoaneurisma de VE recidivante de etiologia traumática

Camila A. Agostinho, Mariana S. Chaud,Felipe L. Malafaia, Márcio C. Sampaio, Pedro Gabriel M. B. e Silva, José Carlos T Garcia, Valter Furlan

 

Introdução: O pseudoaneurisma de VE resulta da rotura da parede livre do miocárdio, levando a um processo hemorrágico contido pelo pericárdio. Por não possuir tecido muscular, é denominado como falso aneurisma. Sua principal etiologia é secundária ao infarto agudo do miocárdio, porém outras causas são conhecidas, como o trauma de parede torácica, endocardite infecciosa e manipulação cirúrgica cardíaca. Muitas vezes são diagnosticados de forma tardia, aumentando as chances de rotura e morte súbita. Apresentamos um caso de pseudoaneurisma de VE de etiologia traumática, de evolução crônica e com diagnóstico tardio, evoluindo com recorrência da lesão após diferentes modalidades de tratamentos cirúrgicos. Relato de caso: Homem de 35 anos, hígido, com histórico de fratura de costela após trauma torácico, ​​com queixa de dor torácica retroesternal, ventilatório-dependente, recorrente há 3 anos. Eletrocardiograma e troponina normais. Realizou angiotomografia de coronárias com presença de pseudoaneurisma apical de VE. Foi submetido à aneurismectomia e, após 5 meses, retornou ao hospital com angina recorrente. Nova angiotomografia mostrou formação sacular no ápice do VE, de 7.1x4.7x5.7 cm, com volume estimado em 99 cm³, colo de até 0,8 cm, determinando deslocamento do contorno pericárdico adjacente. Foi submetido à rafia da lesão com pontos ancorados em teflon. Após 7 meses, retornou com recorrência sintomática e ao ecocardiograma apresentou rotura do VE, gerando comunicação de 0.8x0.7cm de diâmetro para uma neocavidade de 8.0x5.2 cm de diâmetroe  gradiente de 40 mmHg entre o VE e a neocavidade. Realizou fechamento com passagem de plug vascular na comunicação intraventricular de colo de 1.8 cm, recebendo alta hospitalar com boa evolução clínica e ECOTT de controle sem evidências de recidiva aneurismática. Conclusões: Este relato de caso discute a etiologia, as formas de diagnóstico e as abordagens terapêuticas do pseudoaneurisma de VE, bem como suas diferenças com o aneurisma verdadeiroe suas possíveis complicações. A definição do tratamento deve ser baseada nas características etiológicas da doença, no padrão clínico do paciente e nos episódios de recorrência da lesão. Visto o enorme risco de ruptura do miocárdio, uma investigação não invasiva deve ser feita o mais breve possível, uma vez que o diagnóstico precoce aumenta as chances de sobrevida.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021