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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Investigação de evolução cardiovascular desfavorável após 1 mês da alta hospitalar em pacientes com COVID-19

Glieb S Filho, Alex R de Oliveira, Thais B Boteon, João P Gregorio, Érica L A Liberato, Henrique Pott-Jr, Sigrid S Santos, Fabiola P G Rizatti, Daniela K A Olenscki, Meliza G Roscani
Universidade Federal de São Carlos - São Carlos - SP - Brasil, HUUFSCar - São Carlos - SP - Brasil, UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Pacientes com COVID-19 que apresentam doenças cardiorrespiratórias apresentam pior evolução da doença quando comparados a indivíduos jovens saudáveis. Distúrbios do ritmo cardíaco e alteração de marcadores de necrose miocárdica também tem sido prevalentes nos pacientes com necessidade de terapia intensiva (UTI). Ainda não é conhecido se pacientes que necessitaram de ventilação mecânica podem apresentar desfechos cardiovascular desfavorável no seguimento pós hospitalar.Objetivos: Avaliar parâmetros clínicos, laboratoriais e eletrocardiográficos da internação que possam se correlacionar com uma evolução cardíaca desfavorável em pacientes com COVID-19 sobreviventes 1 mês pós alta hospitalar. Métodos: Estudo clínico prospectivo observacional em pacientes com mais de 18 anos internados em hospital universitário pela COVID-19. Todos os pacientes incluídos foram avaliados quanto a sintomas, co-morbidades, dosagem de troponina e dímero-D e eletrocardiograma (ECG) nas primeiras 24 horas de internação e considerado critérios de gravidade necessidade de UTI e/ou ventilação mecânica (VM). Foram reavaliados 1 mês após alta hospitalar, com avaliação clínica, novo ECG, exames laboratoriais, teste de caminhada de 6 minutos (TC6) e ecocardiograma transtorácico (ECO). Foram considerados critérios de pior evolução índice de deformação miocárdica (strain) longitudinal  £ -16% e distância percorrida no TC6  £ 400m. Resultados: Foram avaliados 43 pacientes com idade média de 55±15 anos, 10±2 dias de internação, 40% precisaram de UTI e 21% de VM. A maioria dos pacientes que precisaram de UTI e/ou VM  apresentaram dispneia (p=0,019) e/ou febre (p=0,04) e/ou linfopenia (p=0,019) nas primeiras 24 horas de internação sem elevação de troponina. Não houve correlação da necessidade de VM com piora da capacidade funcional ou função ventricular ou alteração significativa de dímero-D. Os pacientes que  necessitaram de UTI apresentaram maior duração da onda P (p=0,02) e intervalo QT corrigido no ECG, mesmo sem uso de medicações como hidroxicloroquina.Conclusão: Nos resultados iniciais do estudo, não houve correlação de critérios de gravidade da COVID-10 com desfecho cardiovascular desfavorável. Pacientes que necessitaram de UTI e/ou VMapresentaram dispneia, febre e linfopenia nas primeiras 24h de internação.

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021