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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Avaliação de carga trombótica e evolução intra-hospitalar em pacientes submetidos à angioplastia primária

Achilles Gustavo Silva, Michel Hamui Sallum
UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Uberaba - MG - Brasil

FUNDAMENTO: Evidência angiográfica de trombo pode ser encontrada em 91,6% dos casos de IAM com supra de ST e alta carga trombótica (ACT) pode acontecer em 16,1% das síndromes coronária agudas. Alta carga trombótica intracoronária é fator de risco para eventos cardiovasculares adversos, trombose de stent, no reflow e embolização distalO objetivo desse estudo foi avaliar perifl clínico, angiográfico e mortalidade intra-hospitalar de pacientes submetidos à angioplastia primária de acordo com quantificação de carga trombótica.MÉTODOS: Foram revisadas as angioplastias coronárias e prontuários de pacientes submetidos à angioplastia primária de 18 de março a 18 de setembro de 2020 no HC da UFTM. Foi considerada ACT presença de imagem de trombo maior que 2x o diâmetro do vaso ou oclusão após pré-dilatação com cateter-balão de pequeno diâmetro. Pacientes foram divididos em dois grupos (alta e baixa carga trombótica). As variáveis qualitativas foram expressas por freqüências e avaliadas por teste de qui-quadrado ou por teste exato de Fisher, quando indicado. As quantitativas foram expressas como médias e avaliadas por teste t-Student para aquelas de distribuição Gaussiana e não paramétricos quando pertinentes. Todos os valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos.RESULTADOS: Foram avaliados 83 pacientes com idade média de 60,2(±11,5) e 60(72,2%) do sexo masculino. Mortalidade intra-hospitalar foi de 10,7% e tempo de internação de 7(±5,7) dias. As ocorrências de HAS, DM, tabagismo, e DAC prévia foram respectivamente (56,7%, 18,5%, 58,0% e 14,8%). Diagnóstico de IAM de parede anterior foi de 29% e disfunção importante de VE em 30,2%. Desses pacientes, 27(32,5%) apresentavam ACT e 56 (67,5) baixa carga (BCT). Na comparação entre os grupos, os pacientes ACT utilizaram mais inibidor de glicoproteina Iib/IIIa (IGP) ( 33,3% x 9%, p=0,01) e os pacientes BCT apresentaram numericamente maior ocorrência de DAC multiarterial (11,1% x 25%, p=0,244), infarto de parede anterior (25,9% x 40,7%, p=0,33), disfunção importante (20% x 33,3%, p=0,29) e óbito (7,4 x 12,5%, p=0,71). Não houve diferença entre os grupos em relação ao tempo de internaçao (7,8±5,3 x 6,6±5,9, p=0,10).CONCLUSÃO: Embora a presença de alta carga trombótica esteja associada à ocorrência de mais eventos cardiovasculares adversos, na nossa casuística, pacientes com ACG utilizaram mais IGP, mas não houve diferença statisticamente significativa na mortalidade ou tempo de internação.

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10 à 12 de junho de 2021