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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Choque cardiogênico secundário à miocardite por infecção por SARS-COV 2: relato de caso

Bastos Junior, M. P., Saulo Rodrigo Ramalho de Moraes, Luanna Tojal dos Anjos, Gabriel Pires dos Santos Schwartz Lessa, Pedro Leonardo Kunty Oiticica Brandão, Carla Deborah Silva Costa de Oliveira, Luana Almeida Cavalcanti
Centro Universitário Cesmac - Maceió - Alagoas - Brasil

Introdução: O choque cardiogênico é definido como um estado de má perfusão tecidual, no qual o coração não consegue fornecer sangue adequadamente ao organismo, o que acarreta um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio, produzindo hipóxia celular e tecidual. Relato do caso: Paciente feminina, 70 anos. Chega à emergência com queixa de “resfriado”. Relata quadro gripal com coriza, tosse, anosmia e ageusia há 7 dias. É hipertensa há 3 anos e tabagista. Medicamentos em uso contínuo: Maleato de Enalapril 10 mg, 2 vezes ao dia e inalação com Brometo de Ipratrópio quando necessário. Ao exame físico: ACV: RCR, 2T, BNF sem sopros, PA: 115x70mmHg, FC: 115bpm, FR: 28irpm, SatO2: 96%,Temperatura: 38 ºC. Murmúrios reduzidos em bases, com discretos sibilos bilateralmente. Abdome atípico. Ausência de edema em membros inferiores. Aos exames solicitados na admissão: Tomografia computadorizada (TC) de tórax apresentando 50% de infiltrado em vidro fosco e presença de estrias fibroelásticas. Eletrocardiograma com taquicardia sinusal. Laboratoriais: Troponina T: 8 (VR: <0.05), D-dímero: 1100 (VR: <500) e RT-PCR positivo para COVID-19. A conduta inicial foi orientar internação e realização das medidas de suporte, além de antibioticoterapia com Azitromicina e Ceftriaxona. Evolução: Dois dias após a conduta inicial, a paciente permaneceu com febre, apresentando piora da dispneia e diarreia com dor abdominal. PA: 75x45mmHg (apesar de prova volêmica), FC: 140bpm e SatO2: 88% em ar ambiente. Foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva. Conduta: Realizada troca de antibiótico para Meropenem e Metronidazol, iniciado Dexametasona e Noradrenalina. TC de abdome que evidenciou ileocolite; TC de tórax apresentando 75% de infiltrado em vidro fosco e Ecocardiograma transtorácico com fração de ejeção (FEVE) de 30%, hipocinesia difusa, disfunção diastólica e derrame pericárdico leve (posterior); Cateterismo cardíaco normal. Foram realizados exames laboratoriais: 22000/mm3 leucócitos, 3.1% de linfócitos, PCR: 33mg/dl e LDH: 552U/L (VR: <225). Após conduta, a paciente foi diagnosticada com choque cardiogênico secundário à miocardite por infecção por SARS-COV 2. Tratamento: IOT, Dobutamina 10 mcg/kg/min e realizado implante de balão intra-aórtico. Conclusões: São raros os relatos na clínica e na literatura da COVID-19 causar como complicação um choque cardiogênico com FEVE reduzida secundário à miocardite. O tratamento com Dobutamina e implante de balão intra-aórtico foi responsável por reverter o quadro clínico da paciente em 10 dias, com posterior alta.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021