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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Performance do escore “Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II (APACHE II)” em uma Unidade de Cardiointensivismo de um hospital escola terciário brasileiro

Andressa Muzzo de Souza, Patrícia Silva de Marco, Laura O Machado, Júlia O Machado, Marcelo A Nakazone, Lilia N Maia, Mauricio N Machado
FACULDADE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – FAMERP - - SP - BRASIL, FACERES - São José do Rio Preto - SP - Brasil

Performance do escore “Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II (APACHE II)” em uma Unidade de Cardiointensivismo de um hospital escola terciário brasileiro

Introdução: Sistemas de pontuação na predição de mortalidade de pacientes gravemente enfermos admitidos em unidades de terapia intensiva são importantes ferramentas para a manuseio adequado dos pacientes e alocação de recursos financeiros e humanos porém esses escores devem ser validados em suas populações-alvo. O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho do “Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II (APACHE II)” em pacientes cardiopatas internados em uma Unidade de Cardiointensivismo (UCI) de um hospital escola terciário brasileiro.

Casuística e Métodos: Estudo de coorte observacional com coleta de dados prospectiva e consecutiva e análise retrospectiva incluindo 2.024 pacientes em um período de 27 meses (janeiro 2019 a março 2021). Os pacientes foram classificados em 8 estratos de acordo com o escore de risco APACHE II (mortalidade esperada [ME] para cada estrato: 4%, 8%, 15%, 25%, 40%, 55%, 75% e 85%, respectivamente). A discriminação foi determinada usando-se a área sob a curva ROC (receiver operating characteristic), a taxa de mortalidade padronizada (TMP) e o teste de Hosmer & Lemeshow foram utilizados para avaliar a calibração do escore. 

Resultados: A mediana de idade dos pacientes foi de 64 anos (55 – 73) e 1.215 pacientes (60%) eram do sexo masculino. A mediana do escore APACHE II foi de 10 pontos (6 – 15), a mortalidade global foi de 14,1% (286 pacientes) e a mediana de permanência na UCI foi de 4 dias (2 – 8). A MO em cada estrato foi de 0,4%, 4,7%, 9,8%, 18,9%, 38,1%, 52,2%, 67,3% e 78,6%, respectivamente. A sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e valor preditivo negativo do escore APACHE II para mortalidade foi de 70,3%, 80,4%, 37,1%e 94,3%, respectivamente. A área sob a curva ROC foi de 0,83 (Intervalo de Confiança de 95% [IC95%] – 0,80 a 0,86) mostrando ótima discriminação. A TMP em cada estrato foi de, respectivamente 0,09, 0,59, 0,65, 0,76, 0,95, 0,95, 0,90 e 0,92 (valor P>0,05 para todos) e o teste de Hosmer & Lemeshow obteve valor P=0,507. A ausência de significância estatística nestes testes mostra calibração adequada. Para cada incremento de 1 ponto no escore APACHE II houve aumento de 17% na mortalidade (Odds Ratio – 1,17; IC95% - 1,15 a 1,19; P<0,001).

Conclusão: Na população estudada, o escore APACHE II mostrou ótima discriminação e calibração adequada para o desfecho de mortalidade em pacientes cardiopatas admitidos em uma UCI.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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