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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Comportamento de autocuidado de pacientes portadores de insuficiência cardíaca: avaliação dos fatores associados

Juliana de Lima Lopes, Jannaína Gomes de Lima, Alba Lucia Bottura Leite de Barros
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução A insuficiência cardíaca (IC) é responsável por um número elevado de internações e de óbitos. Um dos fatores que contribui para estes números é o comportamento de autocuidado. Neste sentido, este estudo teve como objetivo avaliar os fatores associados ao comportamento de autocuidado de pacientes portadores de IC. Métodos.Estudo transversal e correlacional realizado em um ambulatório de mocardiopatia de um hospital público da cidade de São Paulo. A amostra foi constituída por pacientes portadores de IC que não apresentavam déficit visual e ou auditivo e ou cognitivo.  O comportamento de autocuidado foi avaliado pela European Heart Failure Self-care Behavior Scale (EHFScBS), em que quanto maior o escore pior é o autocuidado. Os fatores associados foram selecionados por meio de uma revisão integrativa de literatura. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa(nº 2.555.873). Foram utilizados para análise dos dados o coeficiente de correlação de Spearman e teste de Mann Whitney. Fatores que apresentaram valores de p<0,10 e as variáveis de interesse clínico foram considerados para a análise múltipla. Foram considerados significativos valores de p<0,05. Resultados.Foram analisados 340 pacientes e o escore médio de autocuidado foi de 24,7 pontos. Na análise univariada, observou-se que pacientes que tomam mais medicamentos tem uma tendência a um melhor autocuidado (p<0,001) e pacientes sem companheiro (p=0,022), sedentários (p<0,001) e com vínculo empregatício ativo (p<0,001) tendem a ter um pior comportamento de autocuidado. Na análise múltipla, observou-se que pacientes não aderentes tem escore de autocuidado 1,223 vezes maior do que o escore de pacientes aderentes; o aumento de uma unidade no número de tomadas de medicamentos leva a um decréscimo no escore de cerca de 0,9% no escore de autocuidado; pacientes sem companheiro, em média, têm escore de autocuidado 8% maior do que os pacientes com companheiro; pacientes com vínculo ativo têm, escore 11,7% maior do que os pacientes com vínculo inativo; pacientes sedentários têm, em média, escore 23,8% maior dos pacientes não sedentários. Conclusões.Os fatores associados ao comportamento de autocuidado foram adesão ao tratamento farmacológico, número de tomadas de medicamentos, estado civil, vínculo empregatício e sedentarismo. A equipe interdisciplinar deve realizar ações de intervenção para os pacientes com estas características, visando uma melhora no comportamento de autocuidado e, consequentemente, reduzindo as chances de readmissões.

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