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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

INTENSIDADE DA DOR TORÁCICA NA ADMISSÃO COMO PREDITOR DE DIAGNÓSTICO DE INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E MORTE

Ana Laura Sandoval Mantovani, Maurício Nassau Machado, Rosana Gobi Bruetto, Renata Pereira Cavalcanti, Bruno Reis Santos, Lilia Nigro Maia, Fernando Bruetto Rodrigues
FACULDADE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – FAMERP - - SP - BRASIL

Introdução: A dor torácica é um sintoma desafiador, pois pode ser decorrente de uma Síndrome Coronariana Aguda (SCA). Ainda não há consenso se a presença ou intensidade da dor torácica na admissão tem relação com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM) ou morte, porém, sabe-se que sua caracterização é essencial, especialmente em pacientes que apresentam dores atípicas, como diabéticos, idosos e mulheres.

Objetivo: Avaliar se a intensidade da dor torácica no momento da admissão, quantificada pela escala analógica de dor (EAD), é preditor do desfecho diagnóstico de SCA, IAM ou morte.

Métodos: Foi analisado o banco de dados prospectivo do Centro de Dor Torácica composto por 820 pacientes admitidos num hospital geral, de janeiro a julho de 2018. Os pacientes foram divididos em quatro grupos: I- ausência de dor ou equivalente anginoso; II- dor leve (1-3); III- dor moderada (4-6); IV- dor intensa (7-10). Os dados foram submetidos a comparação através do teste Kruskal-Wallis e foi feita análise de regressão logística univariada para o desfecho composto de SCA, IAM ou morte.

Resultados: No grupo I foram enquadrados 50,5% dos pacientes, 9% no grupo II, 20,9% no grupo III e 19,6% no grupo IV. A mediana de idade foi de 59 anos, com menor proporção do sexo feminino (40,9%); o grupo IV teve maior percentual de mulheres comparado aos demais. Com relação à impressão da dor, a maioria dos pacientes enquadrados nos grupos I, II e III apresentou dor torácica atípica, tipo C; no grupo IV a maioria apresentou dor tipo B (p<0,05). Na análise para fator de risco cardiovascular, 46,9% dos diabéticos foram admitidos sem dor, houve maior proporção de tabagismo no grupo IV e o percentual de obesos foi quase 60% maior em relação a grupo I. Observou-se que 53,1% dos pacientes do grupo I tiveram elevação de troponina acima do limite superior de normalidade comparado a 46,1% no grupo IV (p<0,05) porém o grupo I apresentou menor percentual de diagnóstico de SCA (41,5% vs 49,1%; p=0,1) em relação ao grupo IV. As taxas de IAM nesses grupos foram de 30,6%, e 32,9%, respectivamente (p<0,05). Não houve diferença nas taxas de óbito. Na análise de regressão logística não se observou diferença ao comparar o grupo I com os demais.

Conclusão: Conclui-se que a taxa de diagnóstico de IAM foi maior no grupo com dor torácica intensa, porém não houve diferença estatisticamente significante na intensidade da dor mensurada pela EAD entre os grupos quanto aos desfechos de SCA ou morte.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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