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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

SÍNDROME DE LI FRAUMENI: UM CASO ESPECÍFICO E NECESSÁRIO PARA ZERO FLUOROSCOPIA

Bruno Papelbaum, Cristiano de Oliveira Dietrich, Cecilia Monteiro Boya Barcellos
HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO Ablação por cateter (AC) sem o uso de fluoroscopia, zero fluoro (ZF), já está sendo parte da prática de eletrofisiologia invasiva. Situações especiais podem surgir que demandem ZF como regra. OBJETIVO: Apresentar caso de jovem do sexo masculino com palpitações recorrentes refratárias ao tratamento farmacológico e portador da síndrome de Li Fraumeni (aonde mínima exposição à radiação pode predispôr a tumores neoplásicos), que foi submetido a ablação totalmente ZF. MÉTODOS: O procedimento foi realizado utilizando ecocardiograma intracardíacao (EIC) e mapeamento eletroanatômico (MEA). Todas as punções foram guiadas por ultrassom. Uma punção venosa femoral esquerda foi realizada e o EIC introduzido, guiando a passagem de três cateteres, diagnósticos e de ablação. O posicionamento do cateter no seio coronariano (SC) foi exclusivamente realizado sob auxílio exclusivo do EIC, visualizando o óstio do SC, em seguida, toda a câmara atrial direita foi recriada com o cateter de ablação e, após estimulação atrial, induzida taquicardia reentrante atrioventricular nodal (TRAVN). Ablação foi realizada utilizando-se eletrograma local, mapa 3D e EIC, sendo observada taquicardia juncional sem reindução de novas arritmias. DISCUSSÃO:  Síndrome de Li Fraumen está relacionada à mutação do gene supressor tumoral TP53, que gera instruções para criação de proteina tumoral p53, vital na prevenção da formação de câncer. Pessoas com a mutação possuem risco elevado e significativo de desenvolver câncer ao longo da vida. Nosso paciente possuia, portanto, contra-indicação formal à exposição radiológica pois, mesmo em baixa intensidade, poderia desenvolver neoplasia, um cenário em que a ablação pelo método ZF foi fundamental para o tratamento de taquiarritmia recorrente e refratária a terapia farmacológica; o mapeamento 3D e com EIC foi fundamental para o sucesso do procedimento. CONCLUSÃO: Apresentamos o primeiro caso, ao nosso conhecimento, de estudo eletrofisiológico e ablação por cateter com indicação específica e exclusiva da técnica de zero flouoroscopia, demonstrando que esta modalidade está se tornando mais frequente e segura quando utilizadas as ferramentas apropriadas. Nosso paciente, em especial, apresentava condição com contra-indicação absoluta à exposição radiológica.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021