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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Perfil clínico e epidemiológico de pacientes portadores de MINOCA atendidos em hospital terciário nos últimos 3 anos.

Lara Vilela Euripedes, Rafaela Andrade Penalva Freitas, Nancy Toledo Coelho, Luiz Fernando Leite Tanajura, Ricardo Alves da Costa, Fausto Feres, João Vitor de Jesus Alves, Guilherme Freitas Fernandes de Oliveira, Luis Emiliano Serrudo Quintanilla
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: O termo MINOCA (infarto do miocárdio sem obstrução coronária significativa), recentemente incorporado a 4ª Definição Universal de Infarto do Miocárdio, tem despertado crescente interesse, pois é um diagnóstico sindrômico que inclui diversas causas, cardíacas e não cardíacas. Como a literatura nacional é escassa sobre as características desta população, optamos por expor nossa experiência inicial.

 

Objetivo: Traçar o perfil clínico-epidemiológico-angiográfico dos pacientes portadores de MINOCA atendidos em nosso Serviço.

 

Métodos: Estudo observacional, retrospectivo, utilizando um banco de dados de laboratório de hemodinâmica de um hospital terciário. Foram incluídos 2002 pacientes, submetidos ao cateterismo cardíaco diagnóstico entre 2018 e 2021, correspondendo a 20,8% dos 9.631 dos casos de Síndromes Coronárias Agudas (SCA) identificados nesse período, incluídos de forma sequencial. Exclusões: antecedentes de revascularização prévia. Os resultados clínicos expostos foram restritos à fase hospitalar.

 

Resultados: A maioria era do sexo masculino (51%) e idade média de 59 anos. Do total de pacientes, 77% eram hipertensos, 51% dislipidêmicos, 26% portadores de diabetes, 20% com doença renal crônica, 16% tabagistas e 2,3% apresentavam antecedente de insuficiência cardíaca. Infarto prévio foi observado em 20% dos pacientes. Na base dados, todos os pacientes foram admitidos com diagnóstico de SCA sem supradesnivelamento do segmento ST, sendo que 67% foram classificados como baixo risco e apenas 6% como alto risco, de acordo com o escore de risco TIMI. Sobre a terapia medicamentosa, 90% dos pacientes foram medicados com ácido acetilsalicílico; 86% com estatinas; 71%, utilizaram betabloqueador; 78% clopidogrel; 85% inibidores da ECA/ bloqueadores dos receptores da angiotensina 2. Eventos cardíacos maiores na fase hospitalar ocorreram em 5% dos casos, sendo: mortalidade em 5% e infarto em 1.8%; não observamos casos de isquemia cerebral.

 

Conclusão: Os casos de MINOCA à estratificação invasiva após SCA constituíram um número expressivo da população total (acima de 20%). Diferente da literatura, discreta maioria era do sexo masculino. Embora não se possa afirmar de forma categórica, nossa impressão é que estes casos apresentam menos fatores de risco clássicos para coronariopatia do que os que se apresentam com aterosclerose significativa. A mortalidade intra-hospitalar foi discretamente superior à citada na literatura.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021