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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Alta reatividade plaquetária residual em pacientes portadores de doença arterial coronária com e sem insuficiência renal crônica em uso de clopidogrel ou ticagrelor

Franci, Andre, Barbosa, Carlos, Dalçóquio, Talia, Genestreti, Paulo, Salsoso, Rocío, Ferrari, Aline, Lima, Viviane, Baracioli, Luciano, Furtado, Remo, Nicolau, José
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução:

Pacientes com doença arterial coronária (DAC) em uso de antagonistas do receptor P2Y12 e que mantém alta reatividade plaquetária residual (ARPR) têm um risco aumentado para a ocorrência de novos eventos isquêmicos. Os pacientes com insuficiência renal crônica (IRC), definida como taxa de filtração glomerular (TFG) < 60ml/min/1,73 m2, tem risco ainda maior para eventos trombóticos, comparados a pacientes sem IRC e uma subanálise do estudo PLATO sugere que os pacientes com IRC randomizados para ticagrelor possam ter uma maior redução na incidência de novos eventos cardiovasculares comparados ao clopidogrel.

 

Métodos:

Pacientes com DAC e internação por síndrome coronária aguda mais de 1 ano antes da randomização foram incluídos em um estudo randomizado, duplo-cego e placebo-controlado. Um grupo foi constituído por pacientes com IRC e que foram pareados por idade, sexo e peso com outro grupo de pacientes sem IRC. Ambos os grupos foram randomizados para tratamento com clopidogrel 600 mg (dose de ataque) seguido por 75 mg/dia ou ticagrelor 180 mg (dose de ataque) seguido por 90 mg, 2 vezes ao dia por 7 dias. A reatividade plaquetária foi avaliada com o dispositivo point-of-care VerifyNow (VNow), produzido pela Werfen, antes e após 7 dias do tratamento com os antiagregantes. Foi considerada ARPR valores de VNow ≥ 208 unidades de reatividade plaquetária e a proporção de pacientes com ARPR entre os grupos foi comparada por meio do teste Chi-quadrado de Pearson.

 

Resultados:

Foram randomizados 112 pacientes e os resultados dos 106 pacientes que completaram o protocolo foram considerados na análise. A idade média dos pacientes foi de 71±5 anos;  29% eram mulheres e a TFG no grupos IRC e sem IRC foi de 41 ml/min/1,73 m2 (IQR 35-52) e 82 ml/min/1,73 m2 (IQR 68-94), respectivamente. A proporção de pacientes com ARPR em cada grupo está apresentada na tabela 1.

 

Conclusão:

Em pacientes com DAC estável em uso de clopidogrel, a presença de IRC foi associada a um aumento significativo na taxa de ARPR comparado aos pacientes sem IRC e isso, ao menos em parte, poderia explicar o maior risco para ocorrência de eventos isquêmicos nessa população.  A ARPR em pacientes que usam ticagrelor é baixa independente da função renal.

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