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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

A sobreposição da DPOC-HAS apresenta prejuízo na força muscular respiratória sobre a DPOC isolada?

Renan Shida Marinho, Renan Shida Marinho, João Paulo Prado, Afonso Santos de Lima, Renata Aparecida Serafim, Sarah Fonseca Rocha Alves, Aline Roberta Danaga, Carmélia Bomfim Jacó Rocha, Giovane Galdino de Souza, Juliana Bassalobre Carvalho Borges
Universidade Federal de Alfenas - Alfenas - MG - Brasil

INTRODUÇÃO: A estimativa da força muscular respiratória (FMR) auxilia no acompanhamento do processo degenerativo da mecânica pulmonar, principalmente no doente crônico e seu declínio é considerado fator preditor de severidade e pobre sobrevida.  A FMR pode ser obtida pelas pressões respiratórias máximas, mensuradas de forma não invasiva e acessível por manuvacuômetro.  É sabido que na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) ocorre alteração na mecânica pulmonar e da FMR pelo curso da doença, no entanto, não há dados sobre o comportamento desta variável na DPOC associada com hipertensão arterial sistêmica (HAS). Este estudo avaliou a força muscular respiratória e a frequência de fraqueza muscular respiratória em indivíduos com DPOC e com sobreposição DPOC-HAS. MÉTODO: Os participantes  estratificados em grupo DPOC-HAS (n=74) ou grupo DPOC (n=30) foram submetidos à manovacuometria com dispositivo analógico (Comercial Médica®), com intervalo operacional de ±120 cmH2O e bocal adaptado com orifício para evitar aumento da pressão intraoral. Os voluntários permaneceram sentados e utilizaram clipe nasal durante as manobras de Pressão Inspiratória Máxima (PImáx), para a qual foram orientados a realizar esforço inspiratório máximo a partir do volume residual; e de Pressão Expiratória Máxima (PEmáx), para qual foram orientados a realizar esforço expiratório máximo a partir da capacidade pulmonar total. Todos realizaram ao menos três manobras reprodutíveis, sendo considerado o maior valor para análise, contanto que não excedesse em 10% o segundo valor mais alto. O estudo foi aprovado em comitê de ética e a comparação dos dados foi realizada pelo teste Teste t student com nível de significância 0,05. RESULTADOS: Na casuística avaliada, homogênea para idade, sexo e dados antropométricos, a FMR foi inferior para indivíduos com sobreposição DPOC-HAS comparados aos do grupo DPOC, respectivamente, tanto para PImáx (74±26 vs 91±22 cmH2O; p<0,01), como para PEmáx (85±24 vs 96±22 cmH2O; p=0,02). Ainda, houve maior prevalência de indivíduos com fraqueza muscular respiratória na sobreposição da DPOC-HAS (N=28; 26,9%) comparados ao grupo DPOC (N=5; 4,8%); p=0,03. CONCLUSÃO: Conclui-se que houve prejuízo significante da força muscular respiratória entre indivíduos com as comorbidades HAS e DPOC quando comparados com aqueles com DOPC isolada.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021