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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Impacto da coexistência da IC e DPOC nas respostas ao exercício incremental: influência da função pulmonar e da composição corporal na aptidão cardiorrespiratória

Polliana Batista dos Santos, Rodrigo P. Simões, Cássia L. Goulart, Guilherme Peixoto Tinoco Arêas, Renan S. Marinho, Meliza G. Roscani, Renata F. Arbex, Claudio R. Oliveira, Renata G. Mendes, Audrey Borghi-Silva
UFSCar - São Carlos - São Paulo - Brasil

A insuficiência cardíaca (IC) e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) compartilham sinais e sintomas, e muitas vezes coexistem, levando a um pior prognóstico. Estima-se que a prevalência da sobreposição das doenças é cerca de 10-25%. Contudo, não há dados nacionais sobre a coexistência da IC+DPOC. Neste contexto, hipotetizamos que a sobreposição da IC na DPOC seja elevada e que esta produza prejuízos na aptidão cardiorrespiratória (ACr) em comparação com pacientes com diagnóstico de IC e DPOC isoladamente. Os objetivos do estudo foram avaliar: 1) a prevalência de sobreposição de IC+DPOC na população estudada, 2) o impacto da sobreposição de IC+DPOC na ACr, 3) as   respostas cardiopulmonares com pacientes com a forma isolada da doença,4) a relação entre características clínicas e medidas de ACr. Métodos: Foram inclusos 124 pacientes (46 IC, 53 DPOC e 25 IC+DPOC) que realizaram avaliação clínica, ecocardiografia, teste de função pulmonar completa (espirometria, pletismografia e difusão do monóxido de carbono) e teste de exercício cardiopulmonar (TECP) incremental sintoma limitado. A ANOVA uma via foi usada para comparar medidas antropométricas, medidas de função cardíaca e pulmonar e as variáveis obtidas no TECP. A ANOVA duas vias foi usada para comparar as respostas dos exercícios entre os grupos em diferentes momentos do exercício. As relações entre as variáveis foram avaliadas pelo coeficiente de correlação de Pearson. Resultados: Pacientes IC+DPOC obtiveram menores cargas de trabalho (CT), consumo de oxigênio (V̇O2), duplo produto, potência circulatória e potência ventilatória (PV) em comparação com aqueles diagnosticados apenas com IC e DPOC. Correlações significativas foram observadas entre massa magra e V̇O2 (r: 0,56 p <0,001), massa magra e Slope da eficiência de consumo de oxigênio (OUES) (r: 0,42 p <0,001), massa magra e pulso de O2 (r: 0,58 p <0,001), difusão pulmonar do monóxido de carbono (DLCO) e CT (r: 0,51 p <0,001), DLCO e PV (r: 0,40 p: 0,002), volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) e V̇O2 (r: 0,52; p <0,001), VEF1 e CT (r: 0,62; p <0,001). Conclusão: a coexistência de IC+DPOC acarreta à prejuízos no desempenho ao exercício quando comparado à doença isolada.  O TECP fornece informações importantes para guiar estratégias eficazes para esses pacientes com o objetivo de melhorar o desempenho ao exercício. Além disso, diante dos achados relacionados à função pulmonar, composição corporal e respostas ao exercício, foi evidenciado que a massa magra, VEF1 e DLCO influenciam de forma importante nas respostas ao esforço.

 

 

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