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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Dissecção Espontânea de Coronária na Gestação e Cirurgia de Revascularização Miocárdio na Emergência

Albert Salviano dos Santos, Luciana Rascov Brisolla, Leila Nogueira de Barros, Ana Maria Rocha Pinto e Silva, Felipe Machado da Silva, Valquíria Pelisser Campagnuci
SANTA CASA DE SÃO PAULO - São Paulo - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: A dissecção espontânea de artéria coronária é um evento raro responsável por 1-4% dos casos de síndrome coronariana aguda (SCA). Acomete principalmente mulheres jovens sem fator de risco para doença aterosclerótica sendo 30% dos casos relacionados a gestação. Nestas pacientes, assim como no caso descrito, a doença tem maior risco de envolvimento do tronco de coronária esquerda (TCE) e interventricular anterior (IA), dissecções multiarteriais, maior comprometimento ventricular e apresentação de SCA com supradesnivelamento de ST, demandando procedimento invasivo de urgência. DESCRIÇÃO: D.S.J, 29 anos, feminino, gestante de 36 semanas, gemelar, com dor precordial típica há 14h. Identificou-se supradesnivelamento do segmento ST de parede anterolateral ao eletrocardiograma e marcadores de necrose miocárdica positivos. Mantinha estabilidade hemodinâmica, porém persistência da dor precordial. A cineangiocoronariografia identificou dissecção extensa acometendo TCE, IA e circunflexa. Em função dos critérios angiográficos, a intervenção percutânea foi contraindicada e optou-se pela revascularização cirúrgica do miocárdio. A paciente foi submetida a interrupção da gravidez por cesariana e subsequente histerectomia. Imediatamente, no mesmo ato anestésico foi realizado cirurgia de revascularização do miocárdio com anastomose da artéria torácica interna esquerda no terço proximal do ramo interventricular anterior.Paciente evoluiu bem no pós operatório com alta hospitalar em 7 dias. Ecocardiograma com doppler pós-operatório apresentou função ventricular preservada. CONCLUSÕES: A indicação da Cirurgia de Revascularização com Circulação Extracorpórea (CEC), no presente caso, foi definida devido a dor persistente e à impossibilidade do tratamento percutâneo. A interrupção da gravidez foi possível por Cesariana e a subsequente histerectomia indicada devido ao risco de sangramento pela heparinização plena durante a CEC. A equipe multidisciplinar constituída pela Cirurgia Cardíaca, Anestesiologia, Ginecologia-Obstetrícia e Neonatologia foi de fundamental importância na resolução rápida e plena, no mesmo ato anestésico, do grave quadro de isquemia miocárdica da gestante e assegurando a viabilidade dos gemelares que nasceram com índice de Apgar normal.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021