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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Comparação entre o curso brasileiro TECA A e o ACLS no treinamento em ressuscitação cardiopulmonar.

Furtado, F. N., Junior, I. G., Canesin, M. F., Peternelli, D. G., Mota, D. M., Scherner, J. C., Reis, G. G., Jesus, E. V. S., Junqueira, D. L. M., Almeida, D. R.
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A parada cardiorrespiratória (PCR) é condição prevalente e associada a alta taxa de mortalidade. O treinamento mais ministrado no Brasil neste tema é o curso criado nos Estados Unidos chamado Advanced Cardiovascular Life Support (ACLS). Por uma necessidade regional, criou-se no Brasil o Treinamento em Emergências Cardiovasculares Avançado (TECA A). Entretanto, não há até o momento estudos que validem este curso. Objetivamos comparar o desempenho dos alunos treinados pelos cursos ACLS e TECA A. Métodos: Trata-se de estudo transversal e aberto. O tamanho da amostra foi definido por conveniência. O critério de inclusão foi estar cursando o último ano da graduação no curso de Medicina na mesma instituição. Os critérios de exclusão foram participação prévia em algum curso de imersão sobre PCR e ausência parcial ou integral nos procedimentos do estudo. Os alunos foram divididos nos grupos TECA e ACLS, de acordo com o treinamento recebido. Após o treinamento, ambos os grupos foram submetidos a uma avaliação prática de um atendimento simulado em manequim e uma avaliação teórica. Foram comparados os desempenhos na avaliação prática por meio de avaliação estruturada, do tempo para início de compressão torácica e para realização de desfibrilação, assim como o número de acertos na avaliação teórica. Análise Estatística: As variáveis categóricas foram analisadas pelo teste qui-quadrado. As variáveis numéricas foram comparadas pelo teste de Mann-Whitney. Os testes foram bicaudais e a significância estatística foi definida como p < 0,05. Resultados: Foram incluídos 119 alunos, sendo 56 no grupo TECA e 63 no grupo ACLS. O grupo TECA apresentou nota estatisticamente maior na avaliação do atendimento (10,0 pontos vs 9,0 pontos; p < 0,001). Não houve diferença significativa entre os grupos nos quesitos tempo para início da compressão torácica (19,0 seg vs 19,5 seg; p = 0,500) e desfibrilação (48,0 seg vs 48,0 seg; p = 0,740). O grupo TECA acertou um número maior de questões relacionadas ao tema insuficiência cardíaca aguda (4,0 vs 3,0; p < 0,001). Não houve diferença estatisticamente significativa no número de acertos nos temas arritmia, PCR, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. Conclusões: O curso TECA A proporcionou maior aderência ao protocolo de atendimento de PCR, sem prejuízo aos tempos para início de compressão torácica ou tempo para desfibrilação, proporcionando ainda aquisição de conhecimento no tratamento de insuficiência cardíaca aguda.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021