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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Incidência, preditores e desfechos clínicos da necessidade de múltiplas recapturas com válvulas autoexpansíveis reposicionáveis no implante transcateter da válvula aórtica

FERNANDO LUIZ DE MELO BERNARDI, Josep Rodés-Cabau, Fernanda Mangione, Vinicius Esteves, Eduardo Pessoa de Mello, Estevão Martins, Alexandre Abizaid, Diego Campanha-Borges, Fabio Sândoli de Brito Jr., Henrique Ribeiro
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: As gerações mais modernas das válvulas autoexpansíveis para o implante valvar aórtico transcateter (TAVI) permitem a sua recaptura em casos de necessidade de reposicionamento da prótese antes da sua liberação final. Existe a preocupação se a manipulação adicional exigida nos casos de necessidade de recapturas múltiplas (RM) poderia impactar no resultado do procedimento e, consequentemente, nos desfechos clínicos. O objetivo do presente estudo foi avaliar a associação de RM com piores resultados em paciente submetidos ao TAVI com as próteses autoexpansíveis reposicionáveis.

Métodos: Registro multicêntrico do mundo real envolvendo 16 centros do Canadá, Alemanha, América Latina e Espanha. Todos os pacientes consecutivos submetidos a TAVI com as válvulas Evolut R, Evolut PRO e Portico foram incluídos. Os pacientes foram divididos de acordo com o número de recapturas do dispositivo em: sem recaptura (SR), recaptura única (RU) e RM. O desfecho primário foi o sucesso do dispositivo. Os desfechos secundários incluíram complicações do procedimento, eventos precoces de segurança e mortalidade em 1 ano.

Resultados: Em 1.026 pacientes, a proporção que necessitou de RU e RM foi de 23,9% e 9,3%, respectivamente. RM foi predito pelo uso da válvula Portico e regurgitação aórtica moderada/grave prévia (ambos com P <0,01). Pacientes de RM tiveram menos sucesso do dispositivo (NR = 89,9%, SR = 89,8%, MR = 80%, P = 0,01), impulsionado por maior necessidade de segunda prótese e embolização do dispositivo. Aos 30 dias, não houve diferenças nos eventos de segurança. Em 1 ano, mais mortes ocorreram no grupo MR (SR = 10,5%, RU = 8,0%, RM = 18,8%, P = 0,014). Após o ajuste para diferenças basais e experiência dos centros, RM associou-se a menor sucesso do dispositivo (OR = 0,48, P = 0,01) e aumento da mortalidade em 1 ano (HR = 2,01, P = 0,01).

Conclusões: A recaptura para reposicionamento de uma válvula autoexpansível foi utilizada em um terço dos pacientes, sendo múltipla em aproximadamente 10% de todos os casos. A RM, mas não a RU, foi associado a maiores taxas de falha do dispositivo e maior mortalidade em 1 ano, independentemente do tipo de válvula implantada.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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