SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Correlação entre modulação autonômica cardíaca de repouso e frequência cardíaca de recuperação pós-exercício submáximo.

Rosana Brambilla Ederli, Maria Júlia Lopez Laurino, Luiza Correa Gimenez, Júlio César de Ávila Soares, Felipe Hashimoto Bim, João Pedro Lucas Neves Silva, Lorena Altafin Santos, Anne Kastelianne França da Silva, Luiz Carlos Marques Vanderlei
UNESP - PRESIDENTE P. - SP - BR

Introdução: Lenta recuperação da frequência cardíaca (FC) após o exercício é característica de indivíduos com insuficiência coronariana (ICO) e está associada a ocorrência de eventos agudos após o exercício. A identificação de variáveis basais que predizem a eficiência da recuperação da FC poderá nortear a monitorização clínica e a prescrição de exercícios dos indivíduos em programas de reabilitação cardíaca que são mais susceptíveis a alterações na FC após o exercício. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi de avaliar em indivíduos com ICO a correlação entre os índices lineares da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) obtidos em repouso com a FC de recuperação (FCR) avaliada após 30 segundos de recuperação e ao 1º, 2º e 3º min após um teste de esforço máximo. Metodologia: Foram avaliados 23 homens com ICO, os quais tiveram a FC obtida batimento a batimento por 10 minutos em decúbito dorsal e repouso absoluto. Para análise da VFC, foram selecionados 500 intervalos RR consecutivos e obtidos os seguintes índices: RMSSD, SDNN, LF e HF. Para avaliação da FCR os voluntários foram submetidos a um teste de esforço máximo, de acordo com o protocolo de Bruce, sucedido por uma recuperação ativa de 3 min. A FCR foi mensurada após 30 segundos (FCR30) da interrupção e no 1º (FCR1), 2º (FCR2) e 3º (FCR3) min de recuperação em valores absolutos e redução percentual. A relação entre os índices de VFC e a FCR foi avaliada por meio da correlação e regressão linear, para qual a transformação em log10 foi considerada para as variáveis não paramétricas.A significância estatística foi fixada em 5%. Resultados: Correlações significantes foram encontradas entre FCR1% e os índices RMSSD (r:0,448; p:0,032) e LF (r:0,505; p:0,014) e entre FCR2% e os índices RMSSD (r:0,435; p:0,038), SDNN (r:0,444; p:0,034) e LF (r:0,585; p:0,003). Além disso, o LF se correlacionou também com a FCR1 (r:0,436; p:0,038), FCR2 (r:0,426; p:0,042) e FCR3% (r:0,460; p:0,027). A análise de regressão foi significante para: SDNN_log10 vs FCR2% (R²:0,194; p:0,035); SD2_log10 vs FCR2% (R²:0,196; p:0,034); e LF vs FCR1 (R²:0,19; p:0,038), FCR1% (R²:0,255; p:0,014), FCR2_log10 (R²:0,235; p:0,019), FCR2% (R²:0,342; p:0,003) e FCR3% (R²:0,211; p:0,027). Conclusão: A modulação autonômica basal de indivíduos com ICO se correlacionou de maneira fraca a moderada com a FCR e o LF é o índice com maior capacidade de predizer a FCR. A redução percentual da FC no 1º e 2º min tem maior correlação com a VFC em relação à redução após 30 segundos e 3 min e quando os valores brutos são considerados.

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021