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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Associação de pré-diabetes e maior grau de sedentarismo e prejuízo na qualidade de vida

Stella Maris Firmino, Lana Kummer, João P Gregório, Fernanda Yuri Yuamoto, Alessandro D Heubel, Polliana B Santos, Cássia L Goulart, Renata G Mendes, Angela M O Leal, Meliza G Roscani
Universidade Federal de São Carlos- UFSCar - São Carlos - SP - Brasil

Introdução: Diabetes melitus tipo 2 (DM2) é doença de alta prevalência e com potencial risco de complicações cardiovasculares e está associada a maior grau de intolerância a exercício e prejuízo na qualidade de vida (QV). Os indivíduos que apresentam maior risco de desenvolvimento de DM2 são denominados pré-diabéticos (PD). Estima-se que aproximadamente 25% dos indivíduos com PD desenvolverão DM2 em três a cinco anos.   Ainda não está bem estabelecido se PD apresentam maior grau de sedentarismo e prejuízo na QV.  Objetivos: Investigar se há associação entre PD e grau de sedentarismo e prejuízo na QV em comparação a pacientes normoglicêmicos. Métodos: Estudo clínico transversal com composição de dois grupos: Pré-diabéticos (PD; N = 43): que preencheram os critérios para PD e não estão em uso de medicação hipoglicemiante; e Controle Normoglicêmicos (NG; N = 37): que não preencherem os critérios de DM e de PD.Os pacientes de ambos os grupos não apresentavam doença cardiovascular conhecida. Foram submetidos à avaliação clínica e física, coleta de sangue, questionário de QV SF-36, e de grau de sedentarismo IPAQ. Análise estatística: comparação dos grupos através de teste de Qui-Quadrado para variáveis categóricas e teste T para variáveis com distribuição normal e Man-Whitney para variáveis de distribuição não normal. Associações entre variáveis do mesmo grupo foram avaliadas por regressão linear ou teste de correlação de Pearson.  Resultados: No grupo PD, foi observado maior prejuízo na QV nos quesitos capacidade funcional (p = 0,03), dor (p = 0,03), vitalidade (p=0,03) e também maior grau de sedentarismo pelo score de IPAQ (p = 0,006) em comparação ao grupo NG. Na análise de regressão múltipla, tolerância diminuída à glicose (TDG), avaliada pelo teste de tolerância à glicose de 2 horas, foi o único fator independente associado com menor tempo de atividade física, mesmo após ajuste para variáveis confundidoras.  Houve associação entre maior tempo de atividade física e melhor QV.  Conclusão: Indivíduos PD, comparados a pacientes NG de idade e sexo semelhante, já apresentam maior grau de sedentarismo e prejuízo da QV.  TDG foi fator independente associado a menor tempo de atividade física semanal. Houve associação entre menor grau de sedentarismo e melhor QV no quesito capacidade funcional.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021