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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Tendência da mortalidade no Brasil por doenças cardiovasculares em mulheres e homens com idade entre 35 a 74 anos de 1996 a 2019.

Antonio P. Mansur, Desidério Favarato
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: doenças cardiovasculares (DCV) são principais causas de morte na população brasileira. Estudos mostraram diferentes tendências das reduções da mortalidade por DCV em mulheres e homens. Esse estudo analisou as tendências das taxas de morte por todas as causas (TAC), DCV, doenças isquêmicas do coração (DIC) e doenças cerebrovasculares (DCbV) em mulheres e homens.

Métodos: foram analisadas as tendências das taxas de morte ajustadas para a faixa etária de 35 a 74 anos, por 100.000 habitantes, pelo método direto usando a população padrão mundial de 2000 da OMS para os anos de 1996 a 2019. Os dados de mortalidade foram obtidos no portal do DATASUS. A análise das tendências e os ajustes das taxas de morte foram realizados pelo Joinpoint Regression Program e Microsoft Excel. A análise dos pontos de junção identificou os anos (variável independente) em que ocorreram mudanças significativas na taxa de mortalidade (variável dependente). A intensidade das mudanças foi determinada pela média da porcentagem de alteração da taxa anual de mortalidade (AAPC).

Resultados: observou-se na população brasileira redução na taxa de mortalidade ajustada por 100.000 habitantes TAC de 30% de 1.046,06 para 733,18 mortes (AAPC=-1,6; p<0.001); DCV de 42%, de 342,85 para 119,47 mortes (AAPC=-2,4; p<0.001); DIC de 33% de 111,46 para 75,15 mortes (AAPC=-1,7; p<0,001); e DCbV de 58%, de 85,50 a 36,00 (AAPC=-3,8; p<0,001). Nas mulheres, observou-se redução da mortalidade por TAC de 764,76 para 535,64 mortes (AAPC=-1,6; p<0,001); DCV de 45% de 270,84 para 148,23 mortes (AAPC=-2,6; p<0,001); DIC de 37% de 76,25 para 48,29 mortes (AAPC=-1,9; p<0,001); e DCbV de 33%, de 66,87 para 22,15 (AAPC=-4,6; p<0,001). Nos homens, observou-se redução na taxa de mortalidade por TAC de 1327,36 para 930,72 mortes (AAPC=-1,6; p<0,001); DCV de 39%, de 421,96 para 258,03 mortes (AAPC=-2,1; p<0,001); DIC de 30% de 150,23 para 105,60 mortes (AAPC=-1,5; p<0,001); e DCbV de 38%, de 99,96 a 38,52 (AAPC=-4,8; p<0,001). Observou-se maior redução da mortalidade nos homens nas comparações entre as linhas de regressão dos homens e das mulheres por TAC (β: -18,17 vs. -10,73; p<0,001), DCV (β: -7,28 vs. -5,39; p<0,001), DIC (β: -1,96 vs. -1,22; p<0,001) e DCbV (β: -2,61 vs. -1,83; p<0,001).

Conclusão: A mortalidade por TAC, DCV, DIC e DCbV reduziu na população brasileira de 35 a 74 anos de 1996 a 2019. Porém, a redução da mortalidade por DCV, DIC e DCbV foi mais expressiva nos homens. A intensificação da prevenção primária e secundária das DCV é mandatória nas mulheres.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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