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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS MAL FORMAÇÕES CONGÊNITAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS REGIÕES NORDESTE E SUDESTE DO BRASIL

SOARES, S.F.B., TELES, DRD, BATISTA JR, LCV, LUZ, DS, COSTA, BSL, COURA, KA, MOREIRA, BM
Centro Universitário de João Pessoa - João Pessoa - PB - Brasil, Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba - Cabedelo - PB - Brasil, FAMENE - João Pessoa - PB - Brasil

Introdução: As malformações congênitas do aparelho circulatório (MCAC) representam cerca de 30% das internações por todas as malformações congênitas no Brasil. Conhecer o perfil epidemiológico dos pacientes portadores dessa condição é fundamental para implementar estratégias de prevenção e promoção da saúde. O objetivo deste estudo é avaliar e comparar a incidência e mortalidade por MCAC nas regiões Nordeste e Sudeste do país. Métodos: Com base no sistema de dados da plataforma DATASUS - Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS), efetuou-se estudo epidemiológico descritivo, em que foram coletadas informações  sobre o número de internações e taxa de mortalidade por MCAC nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2021, considerando os critérios idade e sexo.Resultados: No Brasil, foram internados 85039 pacientes por MCAC no período estudado. A região Sudeste representa, sozinha, 43,52% destas internações (37.011), enquanto a Nordeste, representa 24,87% (21.153), revelando uma maior prevalência de casos na primeira. A taxa de mortalidade na região Nordeste (7,30%) foi maior que no Sudeste (5,97%), sendo maior também que a taxa de mortalidade brasileira (6,99%). Em ambas as regiões alguns padrões epidemiológicos se repetiram, como maior número de internações e taxa de mortalidade dentre os pacientes masculinos que femininos. Quanto à faixa etária, as internações são mais prevalentes em pacientes menores de 1 ano (45,39%) e a taxa de mortalidade é maior entre pacientes maiores de 81 anos (14,04%), seguido de 70 a 79 anos (12,57%) e menores de 1 ano (11,19%). A taxa de mortalidade em pacientes menores de 1 ano foi maior no Nordeste (12,25%) que no Sudeste (9,46%) e Brasil (11,19%). Conclusões: A prevalência dos casos de MCAC no sexo masculino, bem como a maior taxa de mortalidade neste grupo, configura um possível fator de risco para o desenvolvimento dessa condição. Os pacientes menores de 1 ano e maiores de 81 anos predominam entre as internações e taxas de mortalidade, respectivamente, sugerindo a necessidade de maior atenção a esses grupos pelos serviços especializados. A mortalidade aumentada nos casos de MCAC na região Nordeste, sobretudo, em crianças menores de 1 ano, em relação ao Sudeste e Brasil, mostra-se um fator preocupante na forma como os casos de MCAC estão sendo conduzidos, demonstrando a necessidade de melhoria nos serviços assistenciais especializados, em especial, os voltados para pacientes pediátricos.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021