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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

MORBIDADE POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO DOS ANOS DE 2019 E 2020 NO BRASIL: HOUVE MUDANÇA APÓS O ISOLAMENTO SOCIAL?

TELES, DRD, SOARES, SFB, BATISTA JR, LCV, COSTA, BSL, LUZ, DS, MOREIRA, BM, COURA, KA
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA PARAÍBA - João Pessoa - PB - Brasil, Centro Universitário de João Pessoa - João Pessoa - PB - Brasil, Faculdade de Medicina Nova Esperança - João Pessoa - PB - Brasil

Introdução: Com a transição epidemiológica, as doenças cardiovasculares atingirão grande parte da população do Brasil, e o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a principal causa. Estudar a incidência dessa patologia é importante para compreender possíveis mudanças na epidemiologia devido ao isolamento social. O objetivo deste estudo é comparar a morbidade por IAM no Brasil entre 2019 e 2020, antes e após o início da pandemia do coronavírus, respectivamente. Método: Realizou-se um estudo ecológico observacional, quantitativo e descritivo, utilizando os dados disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. O estudo teve como base populacional indivíduos com idade entre 30 e 69 anos que foram internados devido ao IAM nos serviços de urgência no Brasil entre 2019 e 2020. Considerou-se para estudo as variáveis sociodemográficas: local de internação, sexo, raça e faixa etária. Os resultados foram apresentados em forma de frequências absoluta e relativa. Resultados: No ano de 2019, marcou-se 90.515 internações por IAM em serviços de urgência. Destes, a região com mais registros foi a Sudeste com 45.334 (58,08% do total) e, a com menos, foi a Norte com 3.002 (4,11%). Em 2020, apontaram-se 81.913 hospitalizações, em que a região Sudeste foi a que teve mais casos, com 41.828 (51,6% do total) e, a Norte, com menos, 14.245 (3,66%). Comparativamente, houve um decréscimo de cerca de 8.602 (9,51%) internações do ano de 2019 para 2020, o que foi de encontro à previsão epidemiológica, que presumiu um aumento no número de casos. No que tange a variável sexo, em 2019, 60.707 (67,06%) registros foram de pacientes homens enquanto que 29.808 (32,93%) foram mulheres e em 2020, 55.300 (67,51%) casos foram do sexo masculino e 26.613 (32,48%) foram do feminino. A raça que teve mais casos foi a branca, com 36.027 (39,80%) internações em 2019 e 33.396 (40,77%) em 2020. A faixa etária que teve um maior número de casos foi a de 60 a 69 anos, com 41.073 (45,37%) hospitalizações em 2019 e 36.908 (45,05%) em 2020. As incidências por variáveis sexo, raça e faixa etária estão de acordo com os relatos na literatura. Conclusões: Houve um decréscimo de 9,51% na incidência de internações por Infarto Agudo do Miocárdio do ano de 2019 para 2020 no Brasil, mostrando que o período de isolamento social e os problemas enfrentados pelos serviços de saúde do país possivelmente impactaram na existência de novos casos e na notificação dessa patologia. Estudos com evidências são necessários para comprovar as relações causais para essa diminuição.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021