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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

CARDIOPATIAS: A PRINCIPAL COMORBIDADE PRESENTE NOS CASOS DE ÓBITO POR COVID-19 EM IDOSOS NO BRASIL

TELES, DRD, SOARES, SFB, LUZ, DS, COURA, KA, MOREIRA, BM, COSTA, BSL, BASTISTA JR, LCV
Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba - Cabedelo - PB - Brasil, CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA - João Pesesoa - PB - Brasil, Faculdade de Medicina Nova Esperança - João Pessoa - PB - Brasil

Introdução: O vírus Sars-CoV-2 é responsável pela pandemia de COVID-19 que já resultou em grande mortalidade em todo o mundo. A maioria dessas mortes está relacionada a comorbidades, com grande destaque para as doenças do sistema cardiovascular, principalmente, em pacientes maiores de 60 anos. Assim, este estudo tem como objetivo descrever e comparar a prevalência das cardiopatias e outras comorbidades nessas mortes, buscando dimensionar essa interação com a COVID-19 e possibilitar um manejo otimizado desses pacientes. Métodos: Estudo epidemiológico descritivo do número de óbitos de idosos no Brasil por COVID-19 e as principais comorbidades presentes nesses pacientes. Os dados foram coletados através dos Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde – N36 ao N52 – junto a base de dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, no período de setembro de 2020 à fevereiro de 2021. Na pesquisa, foram excluídos pacientes menores de 60 anos e/ou sem comorbidades, que retratam a menor parte. Resultados: Durante esse período, foram registrados um total de 99.723 óbitos de idosos portadores de uma das 10 comorbidades principais elencadas nos boletins, sendo que as cardiopatias representaram, sozinhas, 41,14% desse grupo, somando 41.036 mortes. A diabetes chegou a ter uma incidência de 28,51% (28.432 mortes), enquanto todas as outras comorbidades, juntas, somaram 30,33% (30.255 mortes). Conclusões: O presente estudo está de acordo com o que vem sendo publicado pelo mundo sobre o grande impacto das cardiopatias em pacientes com COVID-19 e a prevalência dessa comorbidade entre os óbitos, desencadeando pior quadro pulmonar e maior necessidade de ventilação mecânica. Os resultados sugerem que pacientes cardiopatas infectados precisam de cuidados redobrados e assistência maior e mais precoce direcionada a sua cardiopatia, uma vez que esta se mostrou a comorbidade mais perigosa na pandemia vigente, podendo ainda ser agravada pela infecção viral, favorecendo o surgimento de novas lesões cardiovasculares e piorando ainda mais o quadro clínico dos pacientes.

Figura 1 - Taxa de óbitos relacionados a comorbidades

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021