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10 a 12 de junho de 2021

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Anomalia de Ebstein e tromboembolismo pulmonar (TEP): relato de caso incomum.

Andreza C. Vellenich, Laura S. D. Gonçalves, Caio C. Gonçalves, Marco Antônio F. Júnior, Ana Beatriz de O. A. Miranda, João Manoel T. dos Santos, André N. C. Varajão, João Paulo M. de Figueiredo
Instituto Policlin de Ensino e Pesquisa - IPEP - São José dos Campos - SP - Brasil

 

 

Anomalia de Ebstein e tromboembolismo pulmonar (TEP): relato de caso.

Introdução:  A anomalia de Ebstein é uma cardiopatia congênita que acomete a valva tricúspide (VT) e o miocárdio do ventrículo direito (VD). É rara, correspondendo a menos de 1% de todas as cardiopatias congênitas. Caracterizada por implantação baixa das cúspides posterior e/ou septal da valva tricúspide no interior da parede ventricular direita, gerando uma “atrialização” do VD. Em adultos e crianças com idade superior a 10 anos, as arritmias tornam-se relativamente frequentes, pelo aumento importante atrial. Em 80% a 90% dos casos é associada a defeitos intra-cardíacos, dentre os quais se destacam os defeitos do septo interatrial, estes que favorecem a embolia paradoxal, por existência de shunt direito-esquerdo. Porém, relatamos abaixo, um caso incomum de tromboembolismo pulmonar em paciente com septo interatrial íntegro. As possíveis causas para a formação de trombo na anomalia de Ebstein com septo interatrial íntegro seriam pela dilatação de câmaras direitas ou por arritmias geradas pelo aumento de átrio direito (AD) como a fibrilação atrial (FA) ou flutter atrial.

Objetivo: Evidenciar possíveis causas do TEP relacionadas à anomalia de Ebstein com septo interatrial íntegro.  

Descrição do caso:  A.G.P.L., 24 anos, sem comorbidades prévias, comparece ao pronto-socorro devido dor em hemitórax direito ventilatório dependente. Angiotomografia de tórax evidenciou tromboembolismo em tronco de artéria pulmonar direita. Ausência de trombose venosa em membros inferiores. Ecocardiograma com FEVE: 74%; átrio direito aumentado; valva tricúspide com implantação baixa do folheto septal (distância VM/VT: 20mm, 11mm/m2), com refluxo moderado. Realizado ecocardiograma transesofágico sem trombos intracavitários e septo interatrial íntegro ao color doppler. Eletrocardiograma com ritmo sinusal regular, sem arritmias. Paciente encaminhada a ambulatório para investigação de arritmias, como FA e flutter atrial paroxísticos, que possam ser a causa desse fenômeno tromboembólico.

Conclusão:Paciente candidata a investigação minuciosa de possíveis arritmias que possam ter tido correlação com este evento sendo portadora desta anomalia com septo interatrial íntegro e recomendada realização de eletrocardiografia dinâmica a pacientes deste grupo, para, se necessário, profilaxia com anticoagulantes e tratamentos individualizados.

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