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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Síndrome de Yamaguchi e manejo da prática de atividades físicas: relato de caso.

Caio C. Gonçalves, Laura S. Delgado Gonçalves, Andreza C. Vellenich, Marco Antônio F. Júnior, Ana Beatriz de O. A. Miranda, João Manoel T. dos Santos, Peralva de M. D. Júnior, André N. C. Varajão, João Paulo M. de Figueiredo
Instituto Policlin de Ensino e Pesquisa - São José dos Campos - SP - Brasil, Cardiotest - São José dos Campos - SP - Brasil

 

Síndrome de Yamaguchi e manejo da prática de atividades físicas: relato de caso.

 

Introdução:  A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é caracterizada pela hipertrofia do ventrículo esquerdo (VE), na maioria das vezes de forma assimétrica e é a causa mais comum de morte súbita em jovens e atletas competitivos. A Síndrome de Yamaguchi é uma variante rara da CMH e é caracterizada pela hipertrofia apical do VE. É responsável por angina em 50% dos pacientes e a origem está relacionada a vários mecanismos que atuam sinergicamente levando a um desbalanço entre a oferta e consumo de oxigênio. O ecocardiograma é o principal método diagnóstico e a ressonância magnética (RM) é um exame de maior acurácia para detecção de fibrose miocárdica através da técnica de realce tardio sendo um preditor de risco para mortalidade geral, cardiovascular e morte súbita cardíaca e se presente, está associada a maior risco de arritmias malignas. Apesar do bom prognóstico, pode evoluir com arritmias graves, infarto do miocárdio, aneurismas apicais e morte súbita. 

Objetivo: Liberação de paciente com CMH para a prática de atividades físicas.

Descrição do caso:  J.F.N.G., 35 anos comparece em ambulatório para avaliação pré procedimento endoscópico. Refere prática de exercícios aeróbicos intensos, crossfit e de resistência. Eletrocardiograma (ECG) com importante alteração de repolarização ventricular. Teste de esforço assintomático, negativo para isquemia e sem arritmias. Holter sem arritmias significativas. Feito ecocardiograma mostrando miocardiopatia hipertrófica com predomínio septal-apical sem sinais de obstrução dinâmica à via de saída de VE. Optada pela RM para estratificação de risco que confirmou a alteração apical de CMH do tipo Yamaguchi e mostrou fibrose acometendo 2% da massa do VE. Iniciado betabloqueador como opção à prevenção de arritmias.

ECG:

 

Conclusão: Não ocorrendo obstrução à via de saída de VE em ecocardiograma e RM, teste de esforço assintomático, sem arritmias e negativo para isquemia, holter sem arritmias significativas e com níveis baixos de fibrose em RM (ausência de realce tardio), pode haver permissão para atividades físicas, com acompanhamento clínico semestral.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021