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ANÁLISE DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE INTERNAÇÕES POR TRANSTORNOS DE CONDUÇÃO E ARRITMIAS CARDÍACAS NO ESTADO DE SÃO PAULO: UM COMPARATIVO ENTRE O ANO DE 2020 E O PERÍODO PRÉ-PANDEMIA DA COVID-19

Bruna Luiza Tavares Hernandes, Renata Corrêa Vasconcellos, Gabriel Oliveira Corrêa Rabelo
Universidade Federal de São João del Rei - São João del Rei - Minas Gerais - Brasil

Introdução: As arritmias cardíacas resultam de alterações na formação ou na condução do estímulo elétrico. No Brasil, 40 milhões de pessoas são afetadas, em especial idosos e portadores de prévias doenças cardíacas ou hereditárias do sistema elétrico. Em dezembro de 2019, o novo coronavírus surgiu, originando a COVID-19. Em meses subsequentes, a doença tornou-se uma pandemia avassaladora, acarretando repercussão clínica especialmente no aparelho respiratório; mas estudos avaliam possíveis implicações sistêmicas geradoras de arritmias, sobretudo em pacientes hospitalizados. Objetivos: Delinear o perfil dos pacientes internados por Transtornos de Condução e Arritmias Cardíacas (TCAC) no estado de São Paulo, de acordo com sexo e faixa etária; bem como verificar o impacto dessas variáveis nas internações. Métodos: Na base de dados do Departamento de Estatística do Sistema Único de Saúde (DATASUS), coletou-se número, valor médio de internação, óbitos e taxa de mortalidade das afecções do aparelho circulatório referentes a TCAC no estado de São Paulo entre 2015 e 2019, comparando os achados com os de 2020. Resultados: Entre 2015 e 2019, houve 85.171 internações referentes a TCAC, sendo 52.5% no sexo masculino (SM) e, as demais, no sexo feminino (SF). A faixa etária predominante (FEP) foi 70-79 anos (25.3%). Em 2020, houve 14.662 internações (SF: 46.2%; SM: 53.8%) que, se analisadas com os 5 anos anteriores, representam 14.6% das internações. A FEP também foi 70-79 anos (26.9%). O valor médio de internação de 2015 a 2019 foi R$3.750,50 (SM: R$3.939,21; SF: R$3.541,91). Em contraste, o valor médio em 2020 foi R$4.041,46 (SM: R$4.251,70; SF: R$3.796,65). O número de óbitos apontado entre 2015 e 2019 foi 11.267 (SF: 5.103; SM: 6.164), com FEP de 80 anos ou mais (24.3%). No ano de 2020, houve 2.122 óbitos (SF: 932; SM: 1.190) e igual FEP (23.4%). Se analisados com os 5 anos anteriores, 16% dos óbitos ocorreram em 2020 e, quando comparado a 2019, houve queda de 7,5%, a despeito da retrospectiva dos anos indicar números em ascensão. As taxas de mortalidade foram 13.23% (2015-2019), sendo 12.6% SF e 13.8% SM. Em 2020, elas foram 14.5%, evidenciando acréscimo de 9.9% se comparado a 2019. Ao SF, foi 13.8%; ao SM, 15%. Conclusão: em todas as variáveis, nota-se predomínio do SM com 70 anos ou mais nos períodos analisados. Evidencia-se, também, elevação do valor médio de internação, que reflete maiores dispêndios financeiros em São Paulo. Portanto, realizar medidas preventivas para reduzir risco cardiovascular, especialmente em indivíduos com idade avançada, é fundamental.

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