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ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DE INTERNAÇÕES POR TRANSTORNOS DE CONDUÇÃO E ARRITMIAS CARDÍACAS NO ESTADO DE SÃO PAULO: UM COMPARATIVO ENTRE O ANO DE 2020 E O PERÍODO PRÉ-PANDEMIA DA COVID-19

Bruna Luiza Tavares Hernandes, Renata Corrêa Vasconcellos, Gabriel Oliveira Corrêa Rabelo
Universidade Federal de São João del Rei - São João del Rei - Minas Gerais - Brasil

Introdução: Decorrentes de alteração na formação ou na condução do estímulo elétrico, as arritmias cardíacas são um relevante problema de saúde pública. No Brasil, 40 milhões de pessoas são afetadas, com destaque para idosos e portadores de prévias doenças cardíacas ou hereditárias do sistema elétrico. Em dezembro de 2019, instaurou-se a COVID-19 e, embora manifestações clínicas da doença acometam o aparelho respiratório em particular, estudos avaliam possíveis implicações sistêmicas geradoras de arritmias, especialmente em pacientes hospitalizados. Objetivos: Investigar o impacto na evolução das internações por afecções do aparelho circulatório (AAC) e, em especial, por Transtornos de Condução e Arritmias Cardíacas (TCAC) entre 2020 e o período pré-pandemia. Métodos: Na base de dados do Departamento de Estatística do Sistema Único de Saúde (DATASUS), coletou-se número, valor total e valor médio de internações, tempo médio de permanência, óbitos e taxa de mortalidade de AAC em geral, e, em particular, de TCAC no estado de São Paulo (SP) em 2019 e 2020. Resultados: Sobre as internações por AAC, houve 275.128 (2019), em contraste com 232.380 (2020). Destas, 90% das internações em 2019 e 91% em 2020 foram de indivíduos com 40 anos ou mais. Em ambos os anos, 6,3% do total de internações registradas por AAC deveram-se a TCAC, sendo 89.4% (2019) e 90.1% (2020) de indivíduos com 40 anos ou mais. O valor total de internações por AAC foi de R$691.345.213,25 em 2019; já em 2020, R$634.784.765,85. Em 2019 e 2020, 9,3% dos gastos foram por internações de TCAC. Sobre valores médios (VM), indica-se R$2.512,81 a 2019 e aumento de 8% a 2020 de internações por AAC. No que se refere aos TCAC, os VM foram R$3.707,47 e R$4.041,46, evidenciando aumento de 8,26% e acréscimos de 47.5% e 47.94% se comparados às internações por AAC. O tempo de permanência para AAC foi 6.3 e 6.5 dias em 2019 e 2020, respectivamente; para TCAC, 5.1 e 4.8 dias. O número de óbitos por AAC foi 23.869 (2019) e 22.986 (2020). Destes, 9.61% e 9.23% decorreram de TCAC. As taxas de mortalidade por AAC foram 8.68% (2019), em contraste com 9.89% (2020), com picos em julho (9.59%) e maio (11.69%), respectivamente. Já por TCAC, elas foram 51.7% e 46.3% maiores. Conclusão: osVM de internação e as taxas de mortalidade aumentaram para AAC e TCAC; demais variáveis declinaram entre os anos analisados. A despeito de provável subnotificação do sistema e embora os achados confrontem com a literatura sobre possível efeito arritmogênico da COVID-19, não houve impacto relevante na evolução de internações por TCAC em SP.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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