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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Bloqueio AV Pós Hissiniano em Paciente com Miocardite Aguda Secundária à COVID-19 – Relato de Caso

Eduardo Rodrigues Bento Costa, Vagner Rossato Pegoraro, Andreza Chaguri Velennich, Raquel Aparecida de Oliveira, Pedro Henrique Duccini Trindade, Carlos Alberto Rocha Wollmann, Andre Farinelli Lima Brito, Marcelo Souto Nacif
Hospital viValle - São José dos Campos - São Paulo - Brasil

Introdução: Os autores descrevem caso de paciente com COVID-19 que evolui com bloqueio AV pós hissiniano, associado a miocardite aguda subclínica.

Descrição: Paciente masc, 31 anos, hipertenso controlado com losartana, com sintomas de Covid-19 (tosse, febre e falta de ar) confirmado por RT-PCR. Foi admitido em hospital por piora dos sintomas no 14˚ dia do início dos sintomas (D14). Paciente negava síncope ou tontura. Seus exames laboratoriais mostravam leucometria normal, troponina e CPK-MB normais, PCR Quantitativa: 103,66 mg/l (referência: até 6,0), dímero-D: 4,94 mcg/ml (ref: até 0,5) e CPK 1.495 U/I (ref: até 195). A TC de tórax demonstrou padrão típico em “vidro fosco”, com comprometimento discreto / moderado do parênquima pulmonar (25-50%).

ECG obtido na admissão demonstrava ritmo sinusal, com presença de bloqueio do ramo direito e BAV 2:1. Eco Doppler com diâmetros preservados das câmaras cardíacas, função biventricular esquerda preservada e fluxos normais. Foi considerada a possibilidade de marcapasso provisório, suspensa pelo reestabelecimento espontâneo da condução AV 1:1. Foi realizada RNM do coração, com presença de edema na parede septal, sem evidências de realce tardio (figura 1) e iniciado uso de metilprednilsolona. 

O paciente voltou a manifestar BAV 2:1 intermitente assintomático no D20, sendo realizado Estudo Eletrofisiológico, com presença de condução nodal AV preservada e distúrbio da condução pelo sistema His-Purkinje (bloqueio do ramo direito, intervalo HV prolongado: 84 ms e presença de bloqueio AV pós hissiniano, figura 2).

O paciente foi submetido a implante de marcapasso definitivo (D22), sendo mantido em uso de corticóide e beta-bloqueador, com ótima evolução.

Conclusão: os autores descrevem paciente com miocardite aguda subclínica por Covid-19, ausência de disfunção sistólica do VD ou VE, com edema do septo interventricular e distúrbio da condução pelo sistema His-Purkinje, com necessidade de implante de marcapasso definitivo.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021