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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ANÁLISE DE FATORES DE RISCO PARA DISFUNÇÃO SISTÓLICA NO PÓS INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO.

Leonardo Gomes Soares, Tayane Ribeiro Pienta
Hospital da Cruz Vermelha sede Paraná - Curitiba - PR - Brasil

Introdução. O infarto agudo do miocárdio é uma das principais causas de morbimortalidade do mundo, sendo a insuficiência cardíaca a segunda pior sequela, perdendo apenas para morte. Objetivo deste trabalho foi identificar possíveis fatores de risco para desenvolvimento de disfunção sistólica no pós-infarto.

Metodologia. Foram incluidos 208 pacientes. O estudo foi realizado de modo retrospectivo através da coleta de informações de prontuários médicos e do banco de dados do serviço de hemodinâmica. Foram incluídos pacientes com infarto agudo miocárdico (IAM), que foram submetidos a cineangiocoronariografia e a angioplastia transcutânea coronariana no período de setembro de 2019 à setembro de 2020. Destes 208 pacientes, 133 realizaram ecocardiografia, realizado estudo analítico comparando fração de ejeção (FE) e fatores de risco. Considerado aqui FE<50% como disfunção sistólica.

Resultados.  Dentre os 133 pacientes, 64 (48,1%) apresentaram FE<50%. Sexo está significativamente associado à probabilidade de ter FEIAM com supra desnivelamento do segmento de ST (IAMCSST) teve 3,11 vezes mais chance evoluir com FE<50% do que os pacientes com IAM sem supra desnivelamento do segmento ST.  Independente do sexo e do tipo de IAM, a artéria culpada (angioplastia em primeiro momento) está significativamente associada à probabilidade de ter FE<50%. A chance de um paciente que tem DA como artéria culpada ter FE<50% é 2,41 vezes maior que a chance de um paciente que tem CD como artéria culpada. Não houve diferença entre as artéria coronárias circunflexa e direita quanto à probabilidade de ter FE50% de estenose) de DA também mostrou risco significativo (p=0,007), com 2,68 mais chance de evoluir para FE<50% quando comparado com outras artérias.

Conclusão. Em nosso estudo o sexo masculino, IAMCSST, arteria descendente anterior como arteria culpada pelo infarto ou com acometimento moderado, foram fatores de risco com significância estatísticas para disfunção sistólica no pós-IAM.

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