SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Papel do ecocardiograma transesofágico no diagnóstico de disfunção ventricular esquerda perioperatória após implante de válvula mitral. Relato de caso

Arthur M. de Paiva, Gabriel B. B. Reis, Gustavo S. Elmiro, Stanlley O. Loyola, João A. Pansani, Artur H. de Souza, Cloves G. da S. Júnior, Max W. Nery, Giulliano Gardenghi
Hospital ENCORE - Ap. de Goiânia - GO - BR, UFG - Goiânia - GO - BR

Introdução:A insuficiência mitral (IM) acomete cerca de 1,7% da população e traz repercussões ao paciente. Essa valvopatia pode ocultar insuficiência de ventrículo esquerdo, em que a ejeção permanece normal por longos períodos, mascarando a gravidade da disfunção contrátil, só sendo possível a identificação da disfunção por meio da realização de um ecocardiograma transesofágico intraoperatório (ETE), o que não é rotina em muitos serviços que realizam cirurgias cardíacas. Objetivo: Relatar um caso de disfunção de ventrículo esquerdo mascarada por IM identificada com uso de ETE na saída de circulação extracorpórea (CEC), após cirurgia de troca valvar mitral.Relato de Caso: Paciente masculino (67 anos), dispneia há 5 dias aos mínimos esforços (NYHA III), ortopneia e oligúria. Admitido na unidade de terapia intensiva (UTI) com diagnóstico de insuficiência mitral aguda (rutura de cordoalha de folheto posterior) e hipertensão pulmonar. Apresentava ainda comunicação interatrial, insuficiência tricúspide com ventrículo direito dilatado. Realizou, no mesmo dia, após compensação, cirurgia de implante de bioprótese mitral, plastia da valva tricúspide (plastia a De Vega) e atrioseptorrafia com tempo de CEC: 90min/pinça: 64min. Após indução anestésica, foi passada sonda de ETE, utilizado como monitor intraoperatório. O exame inicial demonstrou sobrecarga de volume do Ventrículo Direito, levando à suspeita de disfunção, o que poderia dificultar a saída de CEC. Porém, na saída de CEC, o ETE revelou insuficiência de ventrículo esquerdo, a qual era mascarada pela IM que normalizava a fração de ejeção antes da cirurgia, norteando a indicação de uso de inotrópico em altas doses e balão intra-aórtico (BIA). Assim, foram empregadas dobutamina em dose máxima e noradrenalina em doses suficientes para manter pressão de perfusão coronariana adequada. Com necessidade de doses crescentes de noradrenalina, foi indicado precocemente o BIA pelo choque cardiogênico, visando a estabilidade hemodinâmica. A partir daí iniciou-se o desmame das drogas vasoativas e do BIA. Em 16 dias o paciente recebeu alta da UTI e após mais 15 dias, alta hospitalar em bom estado geral, hemodinamicamente estável e sem queixas. Conclusão: O ETE durante a cirurgia e não apenas na saída de CEC é ferramenta fundamental para o diagnóstico precoce da disfunção do ventrículo esquerdoapós o implante da prótese mitral e planejamento de possíveis outras dificuldades, possibilitando a instalação imediata do suporte circulatório adequado, o que no caso apresentado garantiu um bom desfecho ao paciente.

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021