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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

O treinamento físico aeróbio atenua o remodelamento cardíaco e o estado caquético no câncer em ratos com tumor Walker-256

Luis Felipe Rodrigues, Bruno Rocha Avila Pelozon , Edilamar Menezes de Oliveira, Tiago Fernandes
USP - Escola de Educação Física e Esporte - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: O treinamento físico aeróbio (TFA) é reconhecido por sua eficácia preventiva e terapêutica nas doenças crônicas não transmissíveis. Estudos demonstram que o TFA retarda o crescimento do tumor, entretanto, pouco se sabe sobre o impacto da TFA no fenótipo cardíaco em diferentes modelos de câncer (CA). Portanto, o objetivo deste estudo foi investigar as alterações cardíacas induzidas pela caquexia do CA no tumor Walker-256 e analisar os efeitos da TFA sobre essas alterações.

Métodos: Ratos Wistar (n=30) machos foram divididos em 3 grupos: Wistar controle (WC), tumor controle (WCT) e tumor treinado (WTT). As células tumorais Walker-256 (2,5×106 células em 0,5 mL de PBS) foram injetadas via subcutâneo em grupos comCA, enquanto os ratos controle foram injetados com PBS. O treinamento de natação teve duração de 60min, 1×/dia/6 semanas, com carga de trabalho de 5% do peso corporal. Foram avaliados: tolerância ao exercício, parâmetros hemodinâmicos, crescimento tumoral, caquexia, massa muscularesquelética e ventricular esquerda pela relação peso do tecido/comprimento da tíbia. A morfologia e a função cardíaca foram avaliadas por ecodopplercardiograma.

Resultados: O tumor Walker-256 induziu intolerância ao exercício no grupo WCT (267,6±53,5 m; p<0,05) em comparação ao grupo WC (455,7±50,2 m). Em contraste, o TFA preveniu essa intolerância no grupo WTT (578,6±66,8 m) em comparação com o controle. O grupo WTT mostrou uma redução no peso do tumor (25,0±4,0 g; p<0,001) e na porcentagem de caquexia (7,8±1,7%; p<0,05) em comparação com o grupo WCT (47,0±6 g / 13,7±1,7%), indicando maior evolução do crescimento tumoral e perda de peso corporal no CA em relação ao grupo CA treinado. Foi observada perda de massa muscular nos grupos CA em comparação com o controle. Além disso, o tumor Walker-256 exibiu remodelamento cardíaco acompanhado por redução da massa do ventrículo esquerdo no grupo WTC (254,77±13,59 mg; p<0,05) em comparação com o grupo WC (318,92±14,63 mg) e do diâmetro interno do ventrículo esquerdo em diástole no grupo WCT (8,02±0,13 mm p<0,01) em comparação com o grupo WC (8,81±0,15 mm). Por outro lado, o TFA preveniu a atrofia cardíaca e do músculo sóleo em ratos com tumor Walker-256. O grupo WTT (1070,3±24,2 mm/s; p<0,01) melhorou a velocidade da onda E do fluxo da válvula mitral em comparação ao grupo WCT (951±29,5 mm/s), sugerindo uma melhora da função diastólica.

Conclusão: Nossos dados destacam os efeitos do TFA como uma estratégia preventiva para mitigar o crescimento do tumor, o estado caquético e o dano cardíaco no tumor Walker-256.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021