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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

A SONOTROMBÓLISE PREVINE O REMODELAMENTO DO ÁTRIO ESQUERDO EM PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST

Hsu Po Chiang, Sergio Barros Gomes, Miguel Osman Dias Aguiar, Mucio Tavares Oliveira Jr., Alexandre Soeiro, João Cesar Sbano, Roberto Kalil Filho, Wilson Mathias Jr., Thomas Porter, Jeane Mike Tsutsui
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: Estudos pré-clínicos em infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) indicam que impulsos de alto índice mecânico guiados por ultrassom diagnóstico transtorácico associados a infusão intravenosa de microbolhas resultam na dissolução do trombo (sonotrombólise), melhorando a microcirculação coronariana e a taxa de recanalização coronariana epicárdica. Os efeitos dessa nova terapia sobre o remodelamento do átrio esquerdo (AE) ainda são desconhecidos. Objetivo: Avaliar o efeito da sonotrombólise no remodelamento funcional e estrutural do AE. Métodos: 100 pacientes foram randomizados, sendo 50 para o grupo controle e 50 para o grupo terapia. A análise do AE foi realizada imediatamente antes e após a intervenção coronariana percutânea (ICP), 72 horas, 1 mês e 6 meses de seguimento. O remodelamento funcional e estrutural do AE foi avaliado através do strain e do volume do AE, respectivamente. O strain global longitudinal (SGL) do AE foi avaliado pelo método speckle tracking, onde os valores foram calculados através da avaliação do AE em imagens de 2 e 4 câmaras. O volume do AE foi avaliado pelo método de Simpson e indexado à superfície corporal, e o remodelamento estrutural do AE foi definido como aumento do volume do AE em mais de 15% do momento antes da ICP até 6 meses de seguimento. Resultados: O SGL do AE teve valores significativamente maiores e persistentes no grupo terapia após 72h de ICP. A comparação do SGL do AE entre os grupos terapia e controle, respectivamente, foi: antes da ICP 15,1±9,7% vs. 15,4±8,0% (p=0,893), após ICP, 21,3±9,2% vs. 18,5±7,5% (p=0,132), 72h 24,0±7,3% vs. 19,6±7,2% (p=0,005), 1 mês 25,3±6,3% vs. 21,5±8,3% (p=0,020) e 6 meses 26,2±8,7% vs. 21,6±8,5% (p =0,015). O volume do AE apresentou valores menores no grupo terapia após 6 meses de ICP. A comparação dos volumes do AE entre os grupos terapia e controle, respectivamente, foi: antes da ICP 19,0±6,2ml/m2 vs. 22,4±9,8ml/m2 (p=0,061), após ICP 22,8±7,9ml/m2 vs. 24,4±12,1ml/m2 (p=0,469), 72h 25,9±8,5ml/m2 vs. 26,4±12,7ml/m2 (p=0,815), 1 mês 27,2±8,3ml/m2 vs. 29,1±13,1ml/m2 (p=0,410) e 6 meses 26,7±7,5ml/m2 vs. 33,1±14,9ml/m2 (p=0,013). O remodelamento estrutural do AE foi observado em 61% no grupo de terapia e 82% no grupo de controle (p <0,001). Conclusão: O uso da sonotrombólise como terapia adjuvante, em pacientes com IAMCSST, resulta na redução do remodelamento funcional e estrutural do AE por meio de maiores valores de SGL do AE e menor aumento do volume do AE, respectivamente, demonstrando o benefício da utilização desta nova terapia.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021